PUBLICIDADE Governo tenta ampliar recursos para reconstrução do país enquanto ONU lança apelo para arrecadar US$ 296 milhões para assistência emergencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de resgate e voluntários são vistos junto a um prédio destruído em Taraguarena, no estado de La Guaira, Venezuela, em 8 de julho de 2026, após os terremotos de 24 de junho — Foto: MIGUEL MEDINA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 17:30 Venezuela pede liberação de ativos congelados para reconstrução pós-terremotos A Venezuela solicitou a liberação de ativos congelados no exterior para financiar a reconstrução após terremotos devastadores que causaram 3.685 mortes. A ONU lançou um apelo para arrecadar US$ 296 milhões em assistência emergencial. O chanceler venezuelano destacou a necessidade de desbloquear fundos sancionados, enquanto Tom Fletcher, da ONU, enfatizou o déficit de recursos para atender às necessidades urgentes do país. Os terremotos, que causaram danos de US$ 6,7 bilhões, afetaram gravemente a infraestrutura, incluindo o aeroporto de Maiquetía. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo da Venezuela pediu, nesta quarta-feira, a liberação de ativos do país congelados no exterior para ajudar a arrecadar recursos destinados à reconstrução após os dois terremotos do mês passado, que deixaram pelo menos 3.685 mortos. Mais cedo, as Nações Unidas lançaram um apelo urgente para arrecadar US$ 296 milhões (cerca de R$ 1,52 bilhão) em ajuda para o país. — Queremos fazer um apelo a todos os países que ainda mantêm bloqueados recursos pertencentes à Venezuela para que iniciemos um plano de liberação desses fundos e possamos utilizá-los na recuperação do país — afirmou o chanceler venezuelano, Iván Gil, durante uma reunião virtual com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). — Temos, em diferentes partes do mundo, contas pertencentes ao Estado venezuelano que foram congeladas em decorrência de sanções ilegais — acrescentou. Tom Fletcher, secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador de ajuda de emergência, está atualmente na Venezuela e se reuniu com autoridades do país. A ONU lançou nesta quarta-feira um apelo urgente para arrecadar US$ 296 milhões destinados às operações de assistência após os terremotos. — Temos um plano claro. São necessários US$ 296 milhões para atender às necessidades socioeconômicas de 1,3 milhão de pessoas neste momento, durante um período de seis meses. É um plano com prazos concretos — afirmou Fletcher. Fletcher afirmou que os doadores internacionais já começaram a responder ao apelo da ONU, mas ressaltou que ainda há um grande déficit de recursos para atender às necessidades mais urgentes do país. O pedido emergencial se soma ao plano humanitário de US$ 632 milhões (aproximadamente R$ 3,25 bilhões) lançado pela ONU para a Venezuela no início do ano. Antes dos terremotos, a iniciativa havia arrecadado apenas US$ 115 milhões (R$ 591 milhões), mas, após novas contribuições, o total disponível chegou a cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,54 bilhão). Segundo Fletcher, ainda faltam US$ 627 milhões (R$ 3,22 bilhão) para atender às necessidades humanitárias do país. Os terremotos de 24 de junho, de magnitude 7,2 e 7,5, considerados um dos piores desastres sísmicos da história recente da América Latina, deixaram dezenas de milhares de desabrigados, especialmente no estado de La Guaira, próximo a Caracas. As Nações Unidas estimam que os terremotos provocaram prejuízos de cerca de US$ 6,7 bilhões (R$ 34,4 bilhões), valor equivalente a aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto da Venezuela. O aeroporto internacional de Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país e responsável por atender Caracas, também foi afetado e permanece fechado para voos comerciais.