As operações de resgate e ajuda prosseguiam nesta terça-feira 30 na Venezuela após os dois terremotos da semana passada que deixaram pelo menos 1.700 mortos e dezenas de milhares de desaparecidos, enquanto agências da ONU alertaram para a escassez de alimentos e o risco de doenças.

A tragédia deixou um cenário de devastação na Venezuela, onde a população não esconde a revolta com a ajuda lenta e insuficiente do governo, em um país que enfrenta uma crise profunda.

A Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) calcula que mais de 58 mil edifícios ficaram danificados ou destruídos pelos terremotos que assolaram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite.

Enquanto diminuem as esperanças de encontrar vida sob os escombros após cinco dias do tremor, a ajuda humanitária está voltada para as milhares de pessoas que ficaram sem casa.

“Estamos dormindo no chão, eu estou dormindo no chão porque não tenho colchões”, disse à AFP Jenny Tortoza, uma mulher que passa as noites na rua em Catia La Mar, no estado de La Guaira.