O sistema de saúde da Venezuela enfrenta um colapso crescente após os terremotos gêmeos que atingiram o país no último dia 24, divulgou nesta terça-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários hospitais foram danificados, há falta de profissionais e as unidades que continuam abertas operam sob forte sobrecarga.

O número de mortes devido ao desastre aumentou para 1.943, segundo o balanço mais recente divulgado pela ditadura venezuelana nesta terça. Ao menos 10.571 pessoas ficaram feridas, ainda de acordo com o regime.

O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou que ao menos três unidades de saúde sofreram danos considerados graves, enquanto outras seis foram parcialmente danificadas ou funcionam com capacidade reduzida.

"Os demais permanecem em funcionamento, mas com enorme sobrecarga", afirmou ele durante uma conversa com jornalistas em Genebra, ao comentar uma avaliação feita em 21 unidades de saúde.

Segundo Lindmeier, os levantamentos preliminares apontam um atendimento em condições caóticas, com fluxo desorganizado de pacientes, superlotação e aumento da fila de cirurgias.