O regime da Venezuela informou neste sábado (27) que 1.600 integrantes de equipes de resgate estrangeiras chegaram para ajudar nas buscas por sobreviventes dos dois terremotos devastadores que mataram ao menos 920 pessoas nesta semana, ao mesmo tempo em que restringiu o acesso ao estado mais atingido.
Moradores e voluntários em La Guaira —um destino popular próximo à capital Caracas, onde pelo menos 100 edifícios foram destruídos ou danificados— vêm reclamando da falta de equipamentos pesados e da presença oficial limitada.
Os ógãos de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar sobreviventes. Esse tempo pode ser estendido caso as vítimas consigam ter acesso a alimentos e água. "Cada pessoa salva é um milagre", disse Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, irmão da líder Delcy. "Não vamos esconder absolutamente nada sobre a magnitude desta tragédia."
A líder interina do país, Delcy Rodríguez, afirmou em um pronunciamento na televisão estatal durante a noite que mais 10 países ainda devem se juntar aos esforços de resgate e que 14 mil militares e policiais estão em La Guaira para patrulhar a área e adotar medidas sanitárias.
"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 integrantes de equipes de resgate, e espera-se a chegada de mais 25 voos nas próximas 24 horas", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores. "Agradecemos à comunidade internacional pelo apoio e solidariedade nestes momentos de incerteza para os venezuelanos", acrescentou.










