Especialistas apontam que período entre 48 e 72 horas após desastres com vítimas soterradas é essencial para resgatar pessoas com vida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de resgate tentam localizar sobreviventes de terremotos na Venezuela em Caracas — Foto: Maryorin Mendez/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 09:21 Operações de Resgate Internacional Buscam Sobreviventes na Venezuela Após Terremotos Devastadores Equipes internacionais de resgate chegaram à Venezuela após devastadores terremotos, unindo-se a bombeiros e voluntários locais em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes sob escombros. Com o apoio de 17 países, incluindo Brasil e EUA, as operações concentram-se nas primeiras 72 horas, cruciais para salvar vidas. A tragédia já contabiliza 235 mortos e milhares de desaparecidos, enquanto o mundo se mobiliza em solidariedade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO À medida que equipes internacionais chegam para ajudar na Venezuela após os piores terremotos em décadas no país, bombeiros e voluntários correm contra o tempo em busca de sobreviventes sob os escombros de centenas de construções que colapsaram na noite de quarta-feira. Trabalhos de resgate continuaram por toda a madrugada da quinta-feira e continuavam na manhã desta sexta, enquanto as imagens de salvamentos bem sucedidos dividem espaço com o crescente número de desaparecidos e a identificação de novos mortos. Militares e equipes técnicas de Brasil, Estados Unidos, incluindo El Salvador, México e Suíça — em um total de 17 países — chegaram a Caracas nas últimas horas, somando-se a uma corrida contra o relógio liderada por bombeiros e civis venezuelanos para localizar sobreviventes sob as toneladas de concreto que ruíram na noite de quarta. Especialistas em resgate com vítimas soterradas definem o período de 48 a 72 horas após o incidente como uma janela com maior probabilidade de encontrar pessoas com vida. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do general Kevin J. Jarrard no país, anunciando que ele será o responsável por coordenar as ações das Forças Armadas americanas em apoio às operações humanitárias. Retroescavadeiras e equipes com cães-farejadores foram flagradas trabalhando durante a madrugada em Caracas, onde os impactos foram extensos. Em La Guaira, departamento a norte da capital, foram mais de 100 edifícios que caíram em decorrência dos tremores, segundo fontes venezuelanas — com um número potencial de milhares de vítimas: os Serviços Geológicos dos EUA (USGS, na sigla em inglês) indicaram probabilidade de 39% que o número total de vítimas ficasse entre mil e 10 mil. Ofertas de apoio chegaram de diversas partes do mundo, com Suíça, Espanha, França, Portugal e México entre os países que enviaram especialistas e equipes de resgate. China, Índia, Brasil e o Irã, devastado pela guerra, também ofereceram ajuda, enquanto o papa Leão XIV enviou uma primeira contribuição de 100 mil euros (cerca de US$ 114.050). O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar "profundamente entristecido" com a tragédia, enquanto a organização prometeu prestar assistência à Venezuela. Equipe de resgate com cães-farejadores holandesa embarca rumo à Venezuela para auxiliar em resgates — Foto: Rob Engelaar/ANP/AFP Embora o balanço oficial permaneça em 235 mortos e 4,3 mil feridos, plataformas on-line criadas para localizar desaparecidos somam milhares de registros. Não há confirmação se os listados estão soterrados ou apenas perderam comunicação com suas famílias em razão do caos. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, informou na quinta-feira que mais de 200 pessoas estariam sob os destroços — um número que é questionado por observadores, enquanto as vítimas são identificadas. Autoridades diplomáticas em Portugal e Espanha confirmaram nesta sexta-feira que nove cidadãos portugueses e três espanhóis morreram nos terremotos, além de 155 cidadãos cujo paradeiro é desconhecido — 99 espanhóis e 56 lusitanos. Cidadãos venezuelanos relatam uma busca incessante por parentes. Veja imagens do maior abalo registrado na Venezuela em mais de um século — Ele está aqui — disse entre entre lágrimas Alessandro del Giudice, um jovem de 23 anos que tentava encontrar o pai sob uma montanha de escombros em La Guaira, ouvido pela AFP, enquanto sua avó, Amparo, tentava retirar as ruínas com as próprias mãos. Em uma entrevista à TV pública do país, o vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José Ramírez, explicou que as operações estão sendo realizadas com diversos tipos de maquinário e fez um pedido à população para que permita que as equipes especializadas de proteção civil realizem o trabalho técnico. — Muitas vezes, voluntários que tentam ajudar podem, na verdade, piorar a situação — disse Ramírez, apontando que a prioridade é "salvar vidas". (Com AFP)
Equipes internacionais chegam à Venezuela para auxiliar resgates em meio a 'corrida contra o tempo' para encontrar sobreviventes
Especialistas apontam que período entre 48 e 72 horas após desastres com vítimas soterradas é essencial para resgatar pessoas com vida
















