Segundo Delcy Rodriguez, abalos foram os mais fortes no país desde 1900; socorristas ainda ouvem pessoas presas sob escombros em Caracas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingem a Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 07:53 Equipes de Resgate Buscam Sobreviventes após Terremoto na Venezuela Equipes de resgate na Venezuela enfrentam uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes após terremotos devastadores que deixaram ao menos 164 mortos e 971 feridos, conforme atualização da presidente interina, Delcy Rodriguez. O tremor, o mais forte desde 1900, destruiu edifícios em Caracas, onde socorristas ainda ouvem pessoas sob escombros. A Cruz Vermelha atua apesar dos danos e os EUA oferecem ajuda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Enquanto as autoridades atualizam os dados da tragédia, equipes de resgate seguem em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes soterrados em Caracas, uma das áreas mais afetadas pelos terremotos da madrugada desta quarta-feira na Venezuela. Segundo o último balanço divulgado pela presidente interina, Delcy Rodriguez, o número de mortos causados pelo fenômeno é de, ao menos,164, enquanto pelo menos 971 pessoas ficaram feridas. Equipes de socorro, incluindo integrantes da Cruz Vermelha Venezuelana, procuram pessoas que possam estar presas sob os escombros e prestam assistência aos moradores atingidos. Embora a sede nacional da Cruz Vermelha tenha sofrido “danos graves” por causa dos terremotos, a rede de hospitais e clínicas da organização no país continua funcionando, informou a instituição em comunicado. Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 12 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 2 de 12 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 4 de 12 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 6 de 12 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 8 de 12 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes — Foto: Federico Parra/AFP 10 de 12 A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Terremotos causaram destruição na Venezuela — Foto: AFP 12 de 12 Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos — Foto: AFP X de 12 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas Nos próximos dias, o esforço humanitário deverá se concentrar no resgate de sobreviventes, na oferta de abrigo de emergência e cuidados de saúde, além da garantia de acesso a água potável e condições de saneamento. Em Chacao, município da região metropolitana de Caracas, equipes de busca e salvamento que trabalharam durante a noite ainda conseguiam ouvir pessoas com vida sob os escombros, segundo o prefeito Gustavo Duque. “Felizmente estamos ouvindo pessoas vivas e vamos resgatá-las”, afirmou Duque, em vídeo publicado no Instagram. Segundo ele, 23 pessoas já foram resgatadas até o momento. 'Uma verdadeira tragédia': presidente interina descreve cenário de destruição após terremotos na Venezuela — Foto: AFP “Não vamos sair daqui até resgatarmos a última pessoa que possamos salvar com vida, e sei que, com a ajuda de Deus, vamos conseguir”, disse. As pessoas retiradas dos escombros estão recebendo atendimento médico em clínicas locais, acrescentou o prefeito. As equipes, no entanto, ainda aguardam reforços considerados essenciais para ampliar as buscas. “Ainda não temos equipes cinotécnicas no terreno. São fundamentais”, afirmou uma fonte ligada às operações de resgate, segundo a CNN. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de magnitude 7,5 registrado na quarta-feira foi o mais forte a atingir a Venezuela desde 1900. A última vez que o país havia sido sacudido por um tremor de maior magnitude foi em 29 de outubro daquele ano, quando um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Caracas. 'Precisamos de ajuda' Desde 1900, ocorreram cinco terremotos de magnitude superior a 7 no norte da Venezuela ou perto da costa, segundo o USGS. Ao longo do último século, foram registrados sete abalos de magnitude 6,0 ou superior em um raio de cerca de 250 quilômetros. O mais recente ocorreu em setembro do ano passado, quando dois terremotos, de magnitudes 6,2 e 6,3, deixaram pelo menos uma pessoa morta e mais de 110 feridas. Moradores de Caracas relataram momentos de pânico após os tremores. Martha Añez contou que ficou presa no apartamento e tentou pedir socorro pela varanda. “Estamos presos! Precisamos de ajuda! Por favor, alguém venha!”, gritou ela, segundo relato à CNN. Depois do primeiro abalo, vieram outros dois tremores secundários, que, de acordo com Añez, duraram entre um minuto e 90 segundos. “Mas pareceu interminável”, disse. “Além disso, não conseguíamos sair; havia pancadas de um lado e chutes do outro. Não sei quem nos resgatou, porque gritavam: ‘Saiam daí, estamos chegando e somos cerca de 6!’ — até que finalmente arrombaram a porta”, relatou. Añez afirmou ainda que os três primeiros andares de seu edifício ficaram “total e absolutamente destruídos”. Outro morador de Caracas, Erik Martinez, disse que tentou se proteger usando móveis para formar uma barreira enquanto “tudo caía em cima da minha casa” a partir dos apartamentos superiores. Ele esperou cerca de duas horas até ser resgatado. Segundo Martinez, os socorristas “perceberam que eu ainda estava vivo e disseram ‘fala, fala, fala’, por isso eu falei”.