Socorristas e voluntários procuravam na madrugada de sexta-feira 26, entre os escombros, sobreviventes do terremoto duplo que deixou pelo menos 235 mortos na Venezuela, onde começaram a desembarcar as primeiras equipes internacionais de auxílio.

Os terremotos de 7,2 e 7,5 graus de magnitude que atingiram o norte do país na quarta-feira deixaram um cenário de desolação, com dezenas de edifícios que desabaram, em particular na região de La Guaira, uma cidade litorânea próxima de Caracas.

Na capital, iluminados por um refletor, dois operários utilizavam marretas nos escombros de um prédio destruído. “Silêncio absoluto”, grita um deles, para tentar escutar possíveis pessoas presas. “Uma lanterna, uma lanterna”, pede outro.

Os dois tremores deixaram pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, segundo o balanço divulgado na noite de quinta-feira pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado.

Os resgates avançam lentamente e ainda há corpos visíveis sob os escombros. O presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina, Jorge Rodríguez, afirmou que o governo contabilizou mais de 200 pessoas presas nos escombros.