A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça, abriu uma investigação para apurar se taxas de juros cobradas por instituições financeiras em operações de crédito pessoal não consignado configuram prática abusiva contra consumidores.
O procedimento foi instaurado após um levantamento com base em dados do Banco Central identificar instituições com índices superiores a 20% ao mês nessa modalidade de empréstimo.
Segundo a Senacon, as maiores taxas identificadas foram das sociedades de crédito Valor (21,72% ao mês ou 957,70% ao ano), Cobuccio/Ágil (21,71% ao mês ou 956,59% ao ano) e Crefisa (20,86% ao mês ou 871,43% ao ano).
A Crefisa afirma que não foi notificada sobre a investigação e diz que os dados divulgados pelo Banco Central não refletem adequadamente seu produto de crédito pessoal, pois agregam operações com perfis de risco distintos. Segundo a instituição, ela concede empréstimos a clientes de "altíssimo risco e negativados" e suas taxas variam a partir de 1% ao mês, conforme o perfil de cada consumidor.
Contatadas por WhatsApp e email desde a manhã desta segunda-feira (29), Valor e Cobuccio/Ágil não retornaram até a publicação deste texto.













