0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Segundo Ricardo Morishita, secretário Nacional de Defesa do Consumidor, investigação busca 'evitar que novos consumidores fiquem superendividados.' — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 13:09 Senacon Investiga Abusos em Juros de Crédito Pessoal no Brasil A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) iniciou investigação sobre possíveis abusos em taxas de juros de crédito pessoal após constatar cobranças superiores a 20% ao mês por algumas instituições financeiras. A iniciativa visa proteger consumidores e prevenir superendividamento. Instituições como Valor SCFI, Cobuccio SCFI e Crefisa estão sob averiguação, podendo enfrentar sanções se confirmadas infrações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou uma averiguação preliminar para apurar eventual prática abusiva na cobrança de juros em operações de crédito pessoal não consignado oferecidas por instituições financeiras. A medida foi tomada após a identificação de que algumas instituições praticam encargos superiores a 20% ao mês, com base em levantamento realizado a partir de informações públicas disponíveis na página do Banco Central. Segundo o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, a iniciativa se soma aos esforços do governo federal para reduzir o endividamento das famílias, atuando na prevenção do superendividamento e na proteção dos consumidores. — Nossa preocupação é evitar que novos consumidores fiquem superendividados. Crédito responsável é um conceito importante previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A liberdade de preços não significa liberdade para praticar abusos. O crédito exerce papel fundamental na economia, mas deve ser ofertado de forma responsável, transparente e compatível com a proteção dos consumidores — ressalta. Segundo o levantamento da Senacon, as maiores taxas de juros em operações de crédito pessoal não consignado, na modalidade prefixada, são praticadas pela Valor SCFI, com 21,72% ao mês, o equivalente a 957,70% ao ano; pela Cobuccio SCFI, com 21,71% ao mês, ou 956,59% ao ano; e pela Crefisa, com taxa de 20,86% ao mês, equivalente a 871,43% ao ano. De acordo com Morishita, as três instituições já foram notificadas e poderão ser punidas caso sejam confirmadas infrações à legislação de defesa do consumidor. Procurada, a Crefisa afirmou que ainda não foi notificada. Segundo a empresa, "a tabela do Banco Central não reflete a realidade do produto de crédito pessoal porque contempla diversos outros produtos" e "não separa clientes com diferentes níveis de risco". A instituição acrescenta que concede crédito a clientes de altíssimo risco e negativados e oferece taxas de juros variadas, a partir de 1% ao mês, de acordo com o perfil de risco de cada cliente. A Valor não respondeu aos contatos da reportagem. Já a Cobuccio não disponibiliza, em seu site, canais de contato para a imprensa ou mesmo de atendimento ao consumidor.