* Por Michelle Cascardo
Durante muitos anos, a contratação internacional foi vista como uma vantagem exclusiva de grandes empresas. Expandir operações globalmente exigia entidades jurídicas locais, equipes robustas de RH, estruturas complexas de folha de pagamento e meses de implementação operacional. Recursos que normalmente só multinacionais tinham acesso. Mas no Brasil, essa lógica está mudando rapidamente.
Uma empresa brasileira de SaaS com 60 colaboradores conseguiu contratar um especialista em inteligência artificial em Portugal, um operador multilíngue no México e um designer em Buenos Aires em menos de duas semanas. Tudo sem abrir entidades em nenhum desses países. Há cinco anos, essa operação teria levado meses de planejamento, aprovações legais e estruturação de folha de pagamento. Hoje é operacionalmente acessível para qualquer PME e startup com um pouco de conhecimento de onde procurar.
De acordo com o Global Hiring Report 2025 da Deel, o número de empresas brasileiras contratando profissionais no exterior cresceu 28% em 2024, com PMEs representando a maioria desse crescimento. Enquanto isso, grandes corporações ainda estão processando internamente os mesmos planos que expandiriam seus limites de contratação.










