O DNA de alguns dos últimos neandertais da Europa Ocidental indica que, pouco antes de desaparecerem, esses primos extintos da humanidade não eram um povo fragmentado e com dificuldades para se perpetuar, ao contrário do que sugeriam dados obtidos antes sobre a espécie.
Em vez disso, seu material genético indica que se tratava de uma população saudável, que se reproduzia normalmente –embora não haja sinais de que, naquela época e lugar, eles estivessem se miscigenando com os Homo sapiens que já tinham chegado ao território europeu milênios antes.
Os dados, apresentados em artigo que saiu no último dia 24 no periódico científico britânico Nature, são uma peça importante para o quebra-cabeças da extinção dos neandertais, cuja herança genômica ainda pode ser encontrada no DNA da maioria dos seres humanos vivos hoje.
De quebra, os autores do estudo também conseguiram obter uma sequência de alta qualidade do genoma de um membro da espécie do sexo feminino, que viveu na Bélgica há 45 mil anos. É apenas a quinta biblioteca genômica desse tipo —há dados de DNA de muitos outros neandertais, mas bem menos completos.
"Até agora, a maioria das questões sobre a diversidade regional dos neandertais tinha sido difícil de investigar", explicou a primeira autora da pesquisa, Alba Bossoms Mesa, doutoranda do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionista, na Alemanha.










