Dois terremotos de alta magnitude e simultâneos na noite de quarta-feira (24), seguidos por sismos menores, resultaram em calamidade humana na Venezuela, onde a população sofre com os malefícios dos quase 30 anos de bolivarianismo e hoje vive sob um governo tutelado pelos Estados Unidos e de legitimidade questionada.
A economia em frangalhos, a corrupção sistêmica do chavismo e a situação de pobreza de 68% da população agravam a tragédia no país vizinho.
Dados divulgados pelo Palácio de Miraflores na sexta-feira (26) listavam 920 pessoas mortas, 4.300 feridas e pelo menos 50 mil desaparecidas no norte do país, sobretudo no estado de La Guaira. A contagem tende a elevar-se a dezenas de milhares de vítimas até o fim das dramáticas buscas nos escombros.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou a Venezuela como "zona de desastre" e decidiu restringir o acesso a La Guaira. Na quinta-feira (25), criou um fundo de US$ 200 milhões para a futura reconstrução física, graças a repasses do Fundo Monetário Internacional. A destruição e a crise humanitária, entretanto, estão longe de ser dimensionadas.
Os terremotos atingiram um país que ainda engatinha no desmonte da economia bolivariana —uma diretriz de Washington, que aliviou sanções, a ser executada por chavistas históricos.













