Delcy Rodríguez afirma que La Guaira foi a região mais atingida pelos abalos, que deixaram ao menos 164 mortos quase mil feridos; balanço oficial ainda não inclui vítimas do estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Uma verdadeira tragédia': presidente interina descreve cenário de destruição após terremotos na Venezuela — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 07:20 Tragédia na Venezuela: Terremotos em La Guaira deixam 32 mortos e mais de 700 feridos A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, descreveu como "uma verdadeira tragédia" os terremotos que devastaram La Guaira, deixando 32 mortos e mais de 700 feridos. Com magnitudes de 7,2 e 7,5, os tremores foram os mais fortes em um século, causando desabamentos e pânico. O governo decretou estado de emergência e recebeu ofertas de ajuda internacional, incluindo dos EUA e Alemanha. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou como "uma verdadeira tragédia" a situação em La Guaira, estado apontado pelo governo como o mais afetado pelos dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira. Até o momento, as autoridades confirmaram 164 mortos e cerca de 971 feridos, mas o balanço oficial ainda não inclui as vítimas da região, onde equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre edifícios destruídos. Os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. O governo decretou estado de emergência, fechou o Aeroporto Internacional de Maiquetía devido aos danos estruturais e recebeu ofertas de ajuda internacional, incluindo dos Estados Unidos e da Alemanha. Em pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV, Rodríguez afirmou que La Guaira vive "uma verdadeira tragédia". O estado, que abriga cerca de 500 mil habitantes, ainda não teve seus dados incorporados ao balanço oficial de vítimas. Ela acrescentou que há "mais de 700 feridos", mas ressaltou que os números ainda não refletem a situação em La Guaira. Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 12 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 2 de 12 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 4 de 12 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 6 de 12 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 8 de 12 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes — Foto: Federico Parra/AFP 10 de 12 A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos — Foto: Federico Parra/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Terremotos causaram destruição na Venezuela — Foto: AFP 12 de 12 Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos — Foto: AFP X de 12 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas Segundo a presidente interina, dezenas de edifícios desabaram e as equipes seguem trabalhando para localizar sobreviventes. — Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em árduos esforços de resgate para salvar as vidas que Deus nos permitir salvar. O governo interino decretou estado de emergência em todo o território nacional e declarou La Guaira como "zona de desastre". Rodríguez também informou que o Aeroporto Internacional de Maiquetía permanecerá fechado. — O Aeroporto de Maiquetía está fechado devido aos graves danos em sua infraestrutura. Ela acrescentou que, desde os dois principais tremores, foram registradas cerca de 20 réplicas e classificou o episódio como "um evento grave". Maior terremoto em mais de um século Segundo dados históricos do USGS, o terremoto de magnitude 7,5 registrado na quarta-feira foi o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. O último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um terremoto de magnitude estimada em 7,7 provocou "danos consideráveis" na costa nordeste do país. Os terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília), com epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón e cerca de 200 quilômetros a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu uma área próxima ao primeiro epicentro. O USGS classificou o desastre como uma "catástrofe que deverá ter consequências consideráveis". La Guaira vive cenário de devastação Equipes da AFP encontraram dezenas de edifícios desabados ou gravemente danificados em uma região próxima a Caracas. Sem energia elétrica, moradores passaram a noite nas ruas ou procuraram familiares entre os escombros. — Não temos nada, neste momento não temos nada, nem força, nem coragem para entrar ali, imagine só — disse Larry Rojas, de 49 anos, diante de um prédio desabado sob o qual sua família está presa. Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 164 mortos — Foto: AFP A moradora Yilsmaris Blanco, de 39 anos, descreveu o momento dos tremores. — Foi terrível, foi terrível. Tudo, tudo desabou, tudo, tudo. Ela acrescentou: — Agradecemos a Deus porque estamos vivos, mas há pessoas que neste momento estão sofrendo com familiares soterrados, com parentes presos sob os escombros que não conseguem retirar. Na capital Caracas, jornalistas da AFP relataram cenas de destruição e pânico. Um edifício de 22 andares desabou completamente em Chacao, na zona leste da cidade, enquanto moradores gritavam os nomes de familiares e voluntários escalavam os escombros em busca de sobreviventes. — Precisamos de lanternas — pediu uma das pessoas que participavam das buscas. A comerciante Heidi Romero, de 42 anos, contou que estava no último andar do shopping Sambil quando o terremoto começou. — Nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá. Já a funcionária de banco Odalis Escalona, de 54 anos, descreveu os danos em um edifício. — A escada cedeu, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível. Além dos desabamentos, diversas regiões ficaram sem energia elétrica e várias ruas foram cobertas por cacos de vidro. Os tremores também foram sentidos na Colômbia, onde jornalistas da AFP relataram luminárias balançando, alarmes disparando e moradores deixando edifícios em Bogotá. No Brasil, houve registros de tremores em Belém, Manaus, Santarém (PA), Macapá e Cutias do Araguari (AP). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está preparado para auxiliar a Venezuela. — Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente. Ele acrescentou: — Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons. A Alemanha também anunciou que está pronta para apoiar as operações de resgate. Segundo o ministro da Defesa, Boris Pistorius, o país poderá mobilizar até seis aeronaves militares de transporte A400M, caso o governo venezuelano solicite oficialmente a ajuda. — As Forças Armadas alemãs estão preparadas e podem disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M em curto prazo, assim que nos for solicitado apoio. Além de Estados Unidos e Alemanha, países da América Latina, Espanha, Itália, China, Índia e a União Europeia manifestaram solidariedade e ofereceram apoio ao governo venezuelano.