Presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, também confirmou 3.238 feridos e que 3.142 famílias perderam suas casas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeira da Venezuela pintada em muro parcialmente desmoronado — Foto: Maryorin Mendez/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 15:17 Venezuela enfrenta crise humanitária após terremotos devastadores A Venezuela enfrenta uma tragédia após dois terremotos que deixaram 1.430 mortos e 3.238 feridos, conforme anunciou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. O desastre, que agravou a já crítica situação econômica e social do país, desalojou milhares e gerou críticas à resposta governamental. Equipes internacionais, incluindo do Brasil, se mobilizam para operações de resgate enquanto a população lida com a falta de infraestrutura básica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou neste sábado que o número confirmado de mortes nos dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira subiu para 1.430, enquanto operações de resgate continuam de forma incessante, com apoio de equipes internacionais que chegam ao país e voluntários civis. O número é maior que o balanço anterior, de 920, divulgado na véspera pelas autoridades — que enfrentam uma onda de questionamentos por parte da população quanto à velocidade da resposta. Ainda de acordo com Rodríguez, o número de feridos confirmados está atualmente em 3.238 pessoas, enquanto 3.142 famílias perderam suas casas. Com medo de novos tremores, muitos venezuelanos desalojados dormiram em ruas, praças e carros, segundo relatos a partir de Caracas e La Guaira. Há receio de que milhões estejam sem saneamento básico e outras necessidades essenciais. Os venezuelanos — já castigados por anos de uma economia em colapso e pela turbulência causada pela intervenção dos EUA para derrubar o líder Nicolás Maduro em janeiro — expressaram revolta com o governo interino, liderado pela presidente Delcy Rodríguez, alegando demora no socorro às vítimas e na resposta aos demais afetados. Yessica Mendoza foi obrigada a transportar a própria filha para um necrotério em Caracas depois que Yesimar Rodríguez, de 25 anos, e seu marido, Jhomel Anaya, de 26, morreram soterrados pelos escombros de sua casa em La Guaira na quarta-feira. — Fomos nós que os tiramos de lá com as próprias mãos. Nunca chegou ajuda alguma — disse à AFP a mãe enlutada, de 43 anos, acrescentando que o casal seria cremado sem velório devido ao rápido estado de decomposição dos corpos. Equipes internacionais chegam à Venezuela para auxiliar resgates após terremoto 1 de 11 Bombeiros e militares brasileiros embarcam em uma aeronave da Força Aérea Brasileira para uma missão de ajuda humanitária à Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP 2 de 11 Bombeiros equatorianos da equipe de Busca e Resgate Urbano (USAR, na sigla original) chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira. — Foto: Federico PARRA / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Membros de uma equipe colombiana de Busca e Resgate Urbano (USAR, na sigla original) chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira — Foto: Federico PARRA / AFP 4 de 11 Membros de uma equipe de resgate do Exército mexicano chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira, Venezuela — Foto: Federico PARRA / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Militares brasileiros voam em avião da FAB para Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP 6 de 11 Equipes de busca e resgate dos Estados Unidos embarcam em uma aeronave militar C-17 Globemaster III com destino à Venezuela — Foto: US SOUTHERN COMMAND / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Bombeiros colombianos embarcam em uma aeronave da Força Aérea Colombiana com ajuda humanitária para a Venezuela — Foto: Luis ACOSTA / AFP 8 de 11 Bombeiros brasileiros aguardam para embarcar em uma aeronave da FAB para uma missão de ajuda humanitária à Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Militares mexicanos caminhando com cães de serviço militar na Base Aérea Militar de Santa Lucía, no Estado do México — Foto: Mexican Presidency / AFP 10 de 11 Equipes de resgate e profissionais de saúde do Exército mexicano seguram as bandeiras do México e da Venezuela, na Base Aérea Militar de Santa Lucía, no Estado do México — Foto: Mexican Presidency / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Avião do México com destino à Venezuela — Foto: Gerardo Luna / AFP Um total de 17 países chegaram a Caracas Alguns moradores de Caracas vaiaram Delcy Rodríguez durante uma visita a um bairro destruído na sexta-feira. Diante da indignação popular com a resposta das autoridades locais, Delcy afirmou que o país "não está sozinho". Os EUA informaram que uma das pistas do Aeroporto Internacional Simón Bolívar já estava em funcionamento e que aviões militares C-17 da Força Aérea norte-americana estavam pousando no local, enquanto um navio da Marinha havia chegado à costa venezuelana. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que equipes de busca e resgate de pelo menos 17 países foram mobilizadas para ajudar na procura por sobreviventes, incluindo do Brasil. Um momento de alegria foi registrado na região costeira de La Guaira, ao norte de Caracas, quando moradores retiraram um bebê com vida dos escombros na sexta-feira, cerca de 32 horas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5. Em um vídeo publicado nas redes sociais, um homem se emocionou às lágrimas enquanto segurava o bebê nos braços. Bebê de 18 dias é resgatado com vida 32 horas após terremotos na Venezuela A agência de migração da ONU informou que, após analisar os dados disponíveis sobre população e danos, concluiu que "até 6,76 milhões de pessoas podem ter sido afetadas" e que elas "necessitarão de abrigos de emergência, água potável, serviços de saneamento e higiene, atendimento médico, proteção e itens essenciais de ajuda humanitária". Na sexta-feira, o governo restringiu o acesso ao estado de La Guaira, e Tom Fletcher informou à AFP que mais de 50 mil pessoas estavam desaparecidas, afirmando se tratar de uma "emergência extremamente complexa". Imagens de satélite mostram antes e depois de área mais devastada por terremotos na Venezuela 1 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 2 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 4 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP 6 de 6 Antes e depois dos terremotos de 24 de junho de 2026 no estado venezuelano de La Guaira — Foto: Imagens de satélite ©2026 VANTOR / AFP X de 6 Publicidade Governo interino declarou a região do estado de La Guaira como 'zona de desastre' O pior terremoto registrado na Venezuela em mais de um século ocorreu depois de o país, rico em petróleo, enfrentar mais de uma década de colapso econômico. A crise enfraqueceu hospitais e serviços públicos, levando milhões de venezuelanos a deixar o país. Além disso, a Venezuela ainda vive uma frágil transição política, seis meses após a destituição de Nicolás Maduro pelos EUA. "Mesmo antes dos terremotos, milhões de pessoas em toda a Venezuela já enfrentavam insegurança alimentar, colapso dos serviços de saúde, riscos à proteção e acesso limitado aos serviços básicos", afirmaram a ONU e outras agências humanitárias em um comunicado divulgado na sexta-feira. (Com AFP)
Venezuela confirma 1,4 mil mortos após terremotos, enquanto operação de resgate avança sob cobranças da população
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