PUBLICIDADE Hoje completa a crucial marca de 72 horas na busca por sobreviventes do terremoto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Operação de resgate continua na região de La Guaira, na Venezuela — Foto: Federico Parra/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/06/2026 - 01:59 Terremotos na Venezuela: Mais de 1,4 mil mortos e milhões desabrigados Os terremotos devastadores na Venezuela já resultaram em mais de 1,4 mil mortes e deixaram milhões desabrigados. O estado de La Guaira foi o mais afetado, com os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorrendo quase simultaneamente. As buscas por sobreviventes continuam, mas enfrentam críticas pela lentidão na resposta do governo. A ONU alerta para danos massivos e milhões de desabrigados no país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mais de 1,4 mil pessoas morreram, dezenas de milhares estão desaparecidas e milhões ficaram desabrigadas após o duplo terremoto que atingiu a Venezuela, que no sábado completou a crucial marca de 72 horas na busca por sobreviventes. O estado costeiro de La Guaira, perto de Caracas, foi o mais atingido pelos dois terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, que sacudiram o país com poucos segundos de diferença na quarta-feira, às 18h04, horário de Caracas. Após três dias, "o normal é que os corpos já estejam sem vida, mas graças a Deus ainda encontramos pessoas vivas", disse à AFP um socorrista salvadorenho em La Guaira, que pediu para não ser identificado. Um menino de 11 anos foi resgatado com vida dos escombros no norte do país na noite de sábado. "Há poucos minutos, um menino de 11 anos foi resgatado com vida em Caraballeda. Nestas horas, cada vida é uma esperança para a Venezuela", disse a presidente interina Delcy Rodríguez em uma publicação no X, acompanhada de um vídeo do resgate. O balneário de La Guaira parece uma zona de guerra, com prédios desabados como castelos de cartas, transformados em montanhas de areia e entulho. No local, o tempo é essencial. Após três dias de uma tragédia dessa magnitude, as chances de encontrar sobreviventes são muito menores. Os esforços de resgate continuam, enquanto a população não esconde sua indignação com a assistência lenta e inadequada do governo nas buscas por sobreviventes. Marlon Ochoa, um sobrevivente do desabamento do prédio em La Guaira, a cidade mais atingida, a 40 km de Caracas, diz que está procurando nos escombros por sua mãe, sua esposa e seu filho, que desapareceram após o desabamento do prédio onde moravam. "Ainda não vejo as autoridades assumindo o controle da situação aqui nesta área", disse ele à AFP, desesperado. "Disseram-me que estão deliberando. Deliberando sobre o quê? (...) Se ninguém chegar aqui hoje, haverá uma revolução porque precisamos de coisas aqui: máquinas, geradores, furadeiras, tudo", exclamou. "Estamos furiosos aqui, precisamos de ajuda, há pessoas vivas (sob os escombros) e não nos dão mão de obra nem ferramentas", acrescentou. A ONU estima que os terremotos podem deixar quase sete milhões de pessoas desabrigadas e causar US$ 6,7 bilhões em danos, 6% do PIB do país rico em petróleo. A Venezuela é um país sísmico, embora um grande terremoto não tenha sido registrado desde 1997.