A economia da Venezuela começou a entrar em colapso de forma tão grave há mais de uma década que hospitais ficaram desmantelados, apagões se tornaram onipresentes e até mesmo os produtos mais básicos desapareceram das prateleiras das lojas.

Logo, milhões de venezuelanos fugiram do país, muitas vezes a pé, espalhando-se pelo hemisfério e além. Diante do declínio acentuado da nação, o governo repressivo da Venezuela endureceu ainda mais o controle, fraudando uma eleição e roubando as esperanças de mudança da população.

Em seguida, vieram ataques militares dos EUA contra embarcações na costa do país, um bloqueio parcial de seu petróleo e uma intervenção surpreendente: o governo Trump invadiu a capital, Caracas, capturou o líder autoritário da Venezuela e declarou que os Estados Unidos administrariam o país, transformando-o, na prática, em um Estado vassalo.

Após tantas crises avassaladoras, a Venezuela finalmente parecia estar prestes a viver um renascimento econômico neste ano. O petróleo voltava a fluir, seus líderes restabeleciam laços com credores globais e executivos do setor de energia afluíam a Caracas para explorar possíveis negócios.

Então, os dois terremotos ocorridos na semana passada viraram tudo de cabeça para baixo.