Tenha pena do povo da Venezuela. Por quase 30 anos, eles lutaram contra uma governança aterrorizante sob os ex-líderes Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Então, em janeiro, o presidente Donald Trump lançou um ataque militar para remover Maduro, mas deixou sua vice, Delcy Rodríguez, no comando.

Agora eles foram atingidos por dois terremotos, causando mais de 500 mortes, deixando milhares de feridos e infligindo danos que serão agravados pela situação econômica do país.

Enquanto a Venezuela lida com essa nova catástrofe devastadora, também precisa enfrentar a espinhosa questão da dívida soberana. Esta semana foi revelado que a pilha total de dívidas do país gira em torno de US$ 240 bilhões —muito maior do que se acreditava anteriormente.

Isso é assustador, considerando que sua economia experimentou "a queda mais profunda do PIB per capita vista em qualquer lugar do mundo desde 2013", segundo o Atlantic Council. No entanto, no mês passado, Rodríguez prometeu reestruturar a dívida até o final do ano usando a Centerview, uma firma de consultoria sediada em Nova York.

O destino desse acordo importa enormemente —não apenas para a Venezuela, mas para o mundo todo. Pois, após o movimento unilateral (para não dizer imperialista) de Trump sobre Caracas, a questão-chave agora é se uma abordagem semelhante será aplicada em relação à dívida.