Analista do IBGE William Kratochwill destacou que as "empresas neste momento não estão mais desligando, mas o aumento das contratações ainda não aconteceu" O mercado de trabalho aponta certa estabilidade no momento, entre a desaceleração típica do início do ano e uma melhora que costuma ocorrer no segundo semestre. A avaliação foi feita pelo analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) William Kratochwill, ao comentar o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua para o trimestre encerrado em maio. “O ambiente é de estabilidade. [...] As empresas neste momento não estão mais desligando [trabalhadores contratados por causa da demanda de fim de ano], mas o aumento das contratações ainda não aconteceu. O mercado vai se organizando para o segundo semestre”. A taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, ante 5,8% no trimestre anterior (concluído em fevereiro). É o menor resultado para um trimestre encerrado em maio de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O número de desempregados teve queda de 2,8% na comparação com o trimestre anterior, para 6,1 milhões de pessoas, embora o recuo seja classificado como estabilidade estatística para o IBGE. “Caso não haja algo extraordinário, há indícios de uma estabilidade nesse segundo trimestre. É um trimestre de transição do primeiro ao segundo semestre. O segundo semestre costuma ser mais ativo, mais aquecido [para o emprego”, disse. Por enquanto, afirmou Kratochwill, o mercado de trabalho brasileiro continua mostrando respostas positivas e resiliência, a despeito do cenário global desfavorável, como efeito da guerra no Oriente Médio. A população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) no trimestre até maio, por sua vez, era de 102,7 milhões de pessoas. Isso representa um avanço de 0,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (mais 558 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 0,8% (840 mil de pessoas). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado