No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma estabilidade em relação ao trimestre abterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões). Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Apesar da estabilidade, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Segundo o instituto, o cenário indica continuidade de um mercado de trabalho estruturalmente forte, com boa capacidade de absorção de mão de obra. “A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,6%Taxa de subutilização: 13,3%População desocupada: 6,1 milhõesPopulação ocupada: 102,7 milhõesPopulação fora da força de trabalho: 66,5 milhõesPopulação desalentada: 2,4 milhõesEmpregados com carteira assinada: 39,3 milhõesEmpregados sem carteira assinada: 13,4 milhõesTrabalhadores por conta própria: 26,0 milhõesTrabalhadores informais: 38,3 milhões De acordo com o IBGE, a população ocupada chegou a 102,7 milhões. O total representa uma leve alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com 840 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,6%, com variação de 0,2 no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável no ano (58,6%). *Reportagem em atualização