A taxa de desemprego subiu a 5,8% no Brasil no trimestre até abril, após marcar 5,4% nos três meses encerrados em janeiro, que servem de base de comparação, indicou nesta quinta-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo com o avanço, a taxa é a menor para o intervalo até abril na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento começou em 2012.

O novo resultado ficou levemente abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, que era de 6%, segundo a agência Bloomberg.

"O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais, que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores", disse a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

A Pnad abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros. As estatísticas consideram a população de 14 anos ou mais.