Saldo de empregos criados é menos do que a metade do mesmo período no ano passado, e o pior resultado para maio desde 2020, na pandemia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carteira de trabalho física — Foto: Wikipedia Commons RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 14:46 Criação de Empregos no Brasil em Maio é a Menor Desde 2020 O Brasil criou 72,9 mil vagas de emprego formal em maio, o menor número para o mês desde 2020, segundo o Ministério do Trabalho. O saldo foi menos da metade do registrado no mesmo mês do ano anterior. O setor de serviços liderou com 45.655 novas vagas, enquanto o comércio teve apenas 40 admissões. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu os resultados à alta dos juros e ao impacto do conflito no Oriente Médio. O desemprego permanece em baixa, mas especialistas apontam para um possível pleno emprego. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou nesta terça-feira que 72.960 vagas de emprego com carteira assinada foram criadas em maio, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o resultado mais baixo para o mês desde 2020, segundo a série histórica do MTE. Em maio, foram 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Este foi o menor saldo do ano. Os dados sinalizam que o país pode estar chegando em uma situação de pleno emprego, com uma desaceleração a partir de abril, quando também foi registrado um resultado baixo, com cerca de 79 mil empregos abertos. O número é menos da metade do saldo de março, quando foram abertas quase 229 mil vagas. Neste mês, foram registrados saldos positivos nos setores de serviços (+45.655), construção (+12.096), indústria (+4.974), agropecuária (+10.205). O comércio teve o pior desempenho, com um saldo de apenas 40 admissões. O resultado de maio é menos da metade do saldo registrado no mesmo período do ano passado, que teve 153 mil vagas criadas. No acumulado deste ano, entre janeiro e maio, o saldo foi de 762.326 postos de trabalho, representando um crescimento de 1,6%. No entanto, o acumulado destes primeiros cinco meses é o menor desde 2020, durante a pandemia, quando o saldo foi negativo em 1,3 milhão de vagas. Salários O salário médio real na contratação também diminuiu em maio, reduzindo R$ 17,97, para R$ 2.384,10 , representando uma diminuição de aproximadamente 0,75% em relação à abril. Juros e guerra Na entrevista coletiva de apresentação dos dados de maio, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu os baixos resultados registrados nos últimos dois meses à política monetária conduzida pelo Banco Central (BC), que tem estabelecido a taxa de juros em patamares altos. Segundo ele, o conflito no Oriente Médio também pode ter influenciado negativamente setores da economia. — A política monetária, do jeito que está, vem gerando efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo, mas não podemos esquecer do efeito guerra, tem um efeito grande nas tarifas, que criou um caos global e tem seus efeitos no Brasil também — disse o ministro. Apesar da desaceleração apresentada nos últimos meses, a taxa de desemprego no Brasil segue no menor patamar histórico. O índice fechou o trimestre até maio em 5,6%. Especialistas, no entanto, alertam que o mercado de trabalho pode estar entrando em uma situação próxima de pleno emprego, quando falta mão de obra para vagas ofertadas. A chamada taxa de subutilização da força de trabalho — que reúne pessoas que gostariam de trabalhar mais horas, desempregados, e as que estão disponíveis para trabalhar, mas desistiram de procurar vaga ou ainda não conseguiram buscar emprego — caiu para 13,3%, o menor nível de toda a série histórica iniciada em 2012.
Brasil abre 72,9 mil vagas em maio, número mais baixo desde 2020
Saldo de empregos criados é menos do que a metade do mesmo período no ano passado, e o pior resultado para maio desde 2020, na pandemia














