Saldo entre admissões e desligamentos desacelerou frente a 2025; serviços puxaram geração de empregos, enquanto comércio e agropecuária fecharam vagas Carteira de trabalho digital — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 14:53 Brasil Cria 85,8 Mil Vagas em Abril; Setor de Serviços Lidera Em abril, o Brasil registrou a criação de 85,8 mil vagas formais, o pior resultado para o mês desde 2025, segundo o Caged. Apesar do saldo positivo, houve desaceleração comparado ao ano anterior. O setor de serviços liderou a geração de empregos, enquanto comércio e agropecuária fecharam vagas. São Paulo se destacou na criação de novos postos. O salário médio real de admissão teve leve alta. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil criou 85.888 vagas com carteira assinada em abril deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos registrados no período e representa uma desaceleração em relação a abril do ano passado, quando foram abertas 238.216 vagas formais. Este é o pior resultado para o mês desde 2020, quando o saldo ficou negativo em 981.342. No acumulado de janeiro a abril, o país abriu 699.762 postos de trabalho formais, gerando crescimento de 1,5% no estoque de empregos. No mesmo período de 2025, o saldo havia sido de 913.827 vagas. Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado é de 1,05 milhão de empregos criados. O setor de serviços liderou a geração de vagas em abril, com saldo positivo de 69.601 postos de trabalho. Dentro do segmento, os maiores avanços ocorreram nas áreas de saúde humana e serviços sociais (+18.150), transporte e armazenagem (+12.235) e atividades administrativas e serviços complementares (+12.090). A construção civil apareceu em seguida, com criação de 23.525 vagas, impulsionada por serviços especializados para construção, obras de infraestrutura e construção de edifícios. Já a indústria abriu 9.256 postos formais, com destaque para fabricação de álcool, produtos de carne e automóveis. Por outro lado, comércio e agropecuária registraram fechamento líquido de vagas em abril. O comércio encerrou 8.114 postos de trabalho, especialmente no varejo. Já a agropecuária perdeu 8.378 vagas, influenciada pela desmobilização de atividades ligadas ao cultivo de soja, maçã e laranja. Regionalmente, 24 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo de empregos formais no mês. São Paulo liderou a geração de vagas, com 20.202 novos postos, seguido por Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Na outra ponta, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte registraram resultados negativos. Os dados também mostram que o mercado formal continuou mais favorável para trabalhadores jovens. Pessoas com até 24 anos concentraram saldo positivo de 111.261 vagas, enquanto as faixas etárias acima disso tiveram fechamento líquido de 25.373 postos. O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.386,56 em abril, alta de 0,7% em relação a março e de 1,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.