Choques associados ao aquecimento da demanda e à inflação importada podem elevar significativamente a probabilidade de inflação futura mais elevada, enquanto deteriorações das condições financeiras e da curva de juros ampliam substancialmente os riscos de cenários de recessão ou baixo crescimento da atividade, aponta o Banco Central no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira (25). Em um box do RPM, o BC mensurou riscos para a inflação e para a atividade no Brasil partir de regressões. No cenário-base, a estimativa é de uma probabilidade de 38% de a inflação superar o limite superior da meta (4,50%) em abril de 2027. Em um cenário de estresse associado ao maior aquecimento da demanda, a probabilidade de rompimento do limite superior da meta sobe para 52%. Já em um cenário de estresse que incorpora, além do aquecimento doméstico, um choque externo de custos, essa probabilidade atinge 76%. "O principal impacto dos choques analisados não é o aumento da dispersão da distribuição, mas sim a intensificação dos riscos na cauda superior, com maior concentração de probabilidade em cenários de inflação elevada", diz o BC. Em relação à atividade, no cenário-base, a probabilidade de crescimento nulo para março de 2027 é estimada em 11%. Sob os dois cenários de estresse considerados, a probabilidade de crescimento nulo aumenta para 31% e 26%, respectivamente. "Choques financeiros e alterações na curva de juros têm impacto relativamente limitado sobre o crescimento médio, mas ampliam significativamente os riscos de cauda associados a cenários recessivos ou de baixo crescimento", afirma o BC. Sede do Banco Central (BC) em Brasília — Foto: Ton Molina/Bloomberg
Choques aumentam chance de inflação futura elevada e riscos de baixo crescimento, aponta BC
Choques aumentam chance de inflação futura elevada e riscos de baixo crescimento, aponta BC













