Autoridade monetária afirma que estímulos fiscais e de crédito podem impulsionar o consumo e dificultar a convergência da inflação para a meta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Galípolo — Foto: Montagem RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 11:05 BC alerta: Estímulos econômicos de Lula podem pressionar inflação O Banco Central (BC) alertou que as medidas econômicas do governo Lula, como estímulos fiscais e de crédito, podem aumentar o consumo e pressionar a inflação, dificultando seu alinhamento com a meta. No relatório de Política Monetária, o BC destacou que esses estímulos somam R$ 215 bilhões e incluem subsídios para créditos e programas como o Desenrola 2.0. As projeções de crescimento econômico foram revisadas de 1,6% para 2%, mas há incertezas sobre os impactos na inflação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco Central (BC) diz, em relatório divulgado nesta quinta-feira, que as medidas de estímulo à economia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem gerar riscos de alta da inflação. Segundo a autoridade monetária, as políticas fiscais e de crédito anunciadas recentemente podem gerar um crescimento do consumo da população, deteriorando o cenário de alta de preços. No Relatório de Política Monetária divulgado hoje, a autoridade monetária citou diretamente as medidas do governo como um dos fatores de pressão sobre a inflação em seu balanço de riscos para o horizonte relevante para as decisões sobre a taxa de juros. Atualmente, este cenário é o do primeiro trimestre de 2028. "Medidas e ações governamentais anunciadas recentemente podem gerar estímulos adicionais à demanda agregada, em um contexto de baixa ociosidade dos fatores de produção ", lista o BC no relatório. O BC já havia citado estímulos à demanda da economia como um risco para a alta de preços na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta segunda-feira. Atualmente, a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, está em 4,80% no acumulado de 12 meses, longe da meta de 3% estabelecida para este ano. No total da expansão fiscal (soma dos gastos com a renúncia de receita), R$ 97 bilhões, ou 45%, são em despesas “financeiras”. São classificados nessa rubrica os recursos que o Tesouro disponibiliza para as linhas de crédito subsidiado para a aquisição de caminhões, ônibus e carros para taxistas e motoristas de aplicativo, todas operadas pelo BNDES. “Permanecem incertezas relevantes acerca da magnitude de seu impacto sobre a atividade econômica e sobre a inflação, dadas as especificidades e detalhes envolvendo cada política”, detalha o BC no Relatório de Política Monetária. Entre outras medidas está também o Desenrola 2.0, uma das grandes bandeiras do governo Lula para a eleição deste ano. O programa permite a renegociação de dívidas com acesso à crédito mais barato. A preocupação do BC é que a economia cresça acima do seu potencial. Considerando essas novas medidas, o Banco Central revisou a projeção de crescimento da economia brasileira de 1,6% para 2%. A revisão, segundo o BC, acontece em meio à medidas “estímulos de natureza fiscal e creditícia”, que foram lançados pelo governo neste ano de eleição.