PUBLICIDADE Equipe econômica diz que choque de preços do petróleo e ocorrência do El Niño neste ano devem pressionar a inflação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília — Foto: Edu Andrade/MF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 14:19 Revisão da inflação para 2026: governo Lula eleva projeção para 5,1% O governo Lula revisou a projeção de inflação para 2026, elevando-a de 4,5% para 5,1%, ultrapassando o teto da meta. A alta é atribuída a choques nos preços do petróleo, devido a conflitos no Oriente Médio, e ao fenômeno El Niño, que pode impactar safras e preços de alimentos. A expectativa de crescimento do PIB em 2023 permanece em 2,3%, impulsionada pelos setores industrial e de serviços. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo Lula atualizou nesta quarta-feira as perspectivas para economia brasileira em 2026, aumentando a projeção de inflação de 4,5%, para 5,1%, acima do teto da meta, que é de 4,5%. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda manteve a expectativa de crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. As informações estão no Boletim Macrofiscal divulgado hoje pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE). A última versão tinha sido publicada em maio. No documento, o Ministério da Fazenda afirma que a revisão foi feita considerando recentes choques no preço do petróleo e derivados em função do conflito no Oriente Médio. Na visão da equipe econômica, esses efeitos podem demorar a se dissipar em um cenário que ainda está marcado por incertezas geopolíticas. Outro fator que deve puxar a inflação é a ocorrência do El Niño, fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, que pode afetar as safras e assim pressionar o preço dos alimentos. “No caso dos alimentos, pressões altistas no segundo semestre estão associadas à maior probabilidade de ocorrência do El Niño e à persistência do choque de oferta e de preços dos fertilizantes, com efeitos já em 2026 e risco adicional para a safra de 2027”, detalha a Fazenda. Diante dessas pressões inflacionárias, o governo admite pela primeira vez o estouro da meta do IPCA para este ano, que é de 3%, com limite de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o teto é de 4,5%. A previsão de inflação para o ano que vem também foi revisada, de 3,5%, para 3,6%. Depois de 2027, segundo a Fazenda, projeta-se uma inflação convergindo para a meta, em 3%. PIB A expectativa de crescimento do PIB para este ano, de 2,3 %, foi mantida. A equipe econômica diz que o crescimento da economia será sustentado principalmente pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da provável desaceleração da agropecuária, que teve safra recorde, puxada pela soja, no primeiro trimestre. A projeção de uma aceleração da economia brasileira em 2027 foi diminuída, com uma expansão de 2,6% do PIB. O boletim, no entanto, não explica as decisões pela revisão.
Governo aumenta previsão da inflação para 5,1% em 2026, acima do teto da meta
Equipe econômica diz que choque de preços do petróleo e ocorrência do El Niño neste ano devem pressionar a inflação






