Em Pequim, ministro da Fazenda reage a relatório do BC e culpa guerra do Irã por pressão inflacionária 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Na opinião do ministro da Fazenda, Dario Durigan, o que gera risco de inflação hoje no Brasil é a guerra no Irã, pelo aumento no preço do combustíve — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 08:21 Ministro da Fazenda nega que estímulos causem inflação e culpa guerra no Irã O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em declaração em Pequim, negou que as medidas de estímulo econômico do governo causem inflação, atribuindo a pressão inflacionária à guerra no Irã pelo impacto nos preços dos combustíveis. Durigan criticou um relatório do Banco Central que sugere que políticas de crédito e fiscais podem elevar preços, alegando que o documento não especifica as medidas do governo. Ele destacou o esforço governamental no controle da inflação, com medidas como o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As medidas de estímulo econômico implementadas pelo governo não geram pressão inflacionária, afirmou nesta sexta o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o que gera risco de inflação hoje no Brasil é a guerra no Irã, pelo aumento no preço do combustível. Um relatório do Banco Central (BC) divulgado na quinta-feira, trouxe indicações de que o aumento do consumo estimulado pelas políticas de crédito e fiscais do governo poderiam ter um impacto de alta de preços. — As medidas de estímulo são limitadas, elas não têm o condão de afetar a macroeconomia brasileira. O que afeta a inflação hoje é a guerra no Irã — disse o ministro. Em conversa com jornalistas em Pequim, onde cumpre agenda oficial, Durigan afirmou que o comunicado do BC tem “menções genéricas”, mas não faz referência a políticas específicas de estímulo do governo, como o Move Brasil. Por outro lado, disse ele, o relatório “tem um reconhecimento de que a política monetária restringiu a atividade econômica do país”, uma referência a sua convicção de que há espaço para novos cortes de juros. — É claro que a inflação é uma preocupação minha, do presidente, do governo como um todo. Tanto que a gente tem a menor taxa de inflação para um mandato presidencial. E vamos fechar, mesmo com guerra, com a menor taxa de inflação [da história] — disse. Ele rejeitou a interpretação de que há risco inflacionário em políticas de estímulo como o Move Brasil, programa do governo federal que disponibiliza crédito para taxistas e motoristas de aplicativo na compra de carros zero km a juros abaixo das taxas do mercado. Para Durigan, o governo tem se empenhado no combate à inflação, como demonstram as medidas de controle dos preços de combustíveis e o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento “em vez de fazer PEC Kamikaze”. — A inflação no Brasil é transmitida em especial pelo aumento de preço de combustível. Se você pegar, quando a guerra eclode, em março deste ano, o preço do diesel e da gasolina subiu muito. Mesmo a Petrobras não tendo reajustado o preço da gasolina, o que não dá motivo para ter um reajuste das distribuidoras que recebem da Petrobras mais de 90% da produção de gasolina no país. Mesmo assim, você teve um aumento substancial de gasolina.
Durigan nega que medidas de estímulo geram risco de inflação
Em Pequim, ministro da Fazenda reage a relatório do BC e culpa guerra do Irã por pressão inflacionária








