Frase do ex-presidente foi destacada pelo ministro Alexandre de Moraes no despacho em que pediu manifestação da PGR sobre uma possível "falta grave" em razão da posse da arma em prisão domiciliar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro chega em casa para cumprir prisão domiciliar — Foto: Gabriela Biló/Folhapress RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 12:04 Bolsonaro justifica posse de arma em casa: "Três mulheres" Em depoimento à Polícia Civil, Jair Bolsonaro justificou posse de arma em prisão domiciliar afirmando que "tinha três mulheres em casa". A declaração, destacada por Alexandre de Moraes, pode configurar falta grave. Moraes solicitou manifestação da PGR antes de decidir sobre prorrogação da prisão domiciliar. O caso envolve apreensão de pistola em blitz, sem Certificado de Registro, conduzida por militar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao depor sobre a apreensão de sua arma durante uma blitz do bafômetro no Distrito Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que não poderia ficar desarmado, ainda que em prisão domiciliar, porque "tinha três mulheres em casa". A declaração foi prestada nesta terça-feira à Polícia Civil no âmbito da investigação sobre o suposto transporte ilegal, por um militar, da arma do ex-chefe do Executivo. A frase de Bolsonaro foi destacada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no despacho em que pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o possível cometimento de falta grave pelo ex-presidente. O ministro deve analisar o caso antes de decidir sobre o pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária feito na noite de ontem. Segundo Moraes, a Lei de Execução Penal determina que o condenado que "possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem" comete falta grave. Nessa linha, há consequências se a tal falta for reconhecida, entre elas possibilidade de regressão do regime de pena, inclusive o fim da prisão domiciliar e o retorno de um réu ao cárcere. Nesta terça, a defesa de Bolsonaro havia informado que em um depoimento de cinco minutos, o ex-presidente afirmou ter percebido que sua arma não estava funcionando e, portanto, pediu ajuda a um militar para consertar o objeto. A mesma versão já havia sido apresentada pelos advogados do ex-presidente ao STF. A oitiva aconteceu na casa de Bolsonaro e durou cinco minutos. O depoimento faz parte do inquérito aberto pela Polícia Civil após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O armamento foi recolhido durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal porque não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte da arma. Em depoimento prestado à polícia, o militar afirmou que a pistola estava sendo levada para manutenção e que seria posteriormente devolvida a Bolsonaro. (em atualização)