Defesa do ex-presidente tem 24 horas pra esclarecer a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bolsonaro chega em casa para cumprir prisão domiciliar — Foto: Vinicius Schmidt / Metropoles / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 11:45 Moraes dá 24h para explicações sobre pistola de Bolsonaro apreendida O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro explique a apreensão de uma pistola durante uma blitz em Brasília. A arma, de propriedade do ex-presidente, foi encontrada com um sargento do GSI que alegou estar realizando reparos. A apreensão ocorre perto do fim da prisão domiciliar de Bolsonaro. Moraes também pediu explicações sobre as medidas de segurança da prisão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique a apreensão da pistola do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de bafômetro na noite desta segunda. Segundo o ministro, os advogados do ex-presidente terão de esclarecer a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado. Em despacho assinado nesta terça, Moraes destacou que consulta ao sistema do Exército brasileiro demonstrou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, recolhida pela Polícia Civil na noite de ontem é de propriedade de Bolsonaro. A apreensão se deu a menos de 10 dias para encerramento do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro, para que ele se recuperasse de um quadro de broncopneumonia. O ministro também cobrou explicações do tenente-Coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal e responsável pelas medidas de segurança da prisão domiciliar de Bolsonaro. O militar terá de esclarecer se está sendo cumprida integralmente a ordem judicial de revista nos carros que saem da casa de Bolsonaro, inclusive nos veículos oficiais que fazem sua segurança. Também terá de dizer se os celulares dos agentes do GSI ficam acondicionados fora da casa do ex-presidente. A decisão é assinada após a Polícia Civil do Distrito Federal informar o gabinete de Moraes sobre a apreensão. A arma foi encontrada com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República que disse trabalhar com Bolsonaro. À Polícia Civil, o militar sustentou que a pistola seria do ex-presidente e lhe foi entregue em razão de uma "pane que aparentava ser de fácil solução". A versão do sargento é a de que ele retirou a arma ontem para fazer o reparo do percussor e que a pistola seria devolvida nesta terça. A declaração do sargento do GSI tem contradições em relação aos relatos do agente responsável por parar o carro conduzido pelo militar, que é da presidência da República. Este afirmou que, quando percebeu a arma estava no assoalho do carro, o sargento "de forma repentina, fechou o vidro do veículo". Foi nesse momento que a arma foi recolhida, segundo o BO. Em seguida, o policial responsável pela abordagem de fiscalização da lei seca conferiu as informações do sargento e questionou sobre o registro da arma encontrada. Segundo ele, o integrante do GSI afirmou que a arma constava em sua funcional. Somente após o agente confirmar que não havia registro da arma em seu nome, o sargento declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a mesma ficava dentro do carro. Ainda de acordo com o policial, o sargento do GSI afirmou que não estava com o registro da arma. Também foi encontrado no carro um um carregador sobressalente da arma. O militar foi então conduzido à Delegacia para registro do caso. Segundo o documento, o sargento foi abordado por volta das 22h30, em Taguatinga. Conforme o boletim de ocorrência, a arma foi apreendida porque não havia documentação necessária para o porte da mesma. Segundo o documento, o sargento do GSI não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), o que é irregular e implica na necessidade de recolhimento da pistola. No B.O., o nome do ex-presidente aparece como "envolvido" na ocorrência.
Moraes manda defesa de Bolsonaro se manifestar sobre arma apreendida em blitz no DF
Defesa do ex-presidente tem 24 horas pra esclarecer a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado












