Ex-presidente afirmou que, durante cumprimento de mandados, pediu para ficar com uma pistola para 'defender' a residência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, onde está em prisão domiciliar — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/03-09-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 10:48 Bolsonaro diz ter recebido permissão para manter pistola em casa após busca da PF Em depoimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que teve permissão de um delegado para manter uma pistola em casa após busca da PF. Bolsonaro alegou necessidade de defesa, e o delegado teria autorizado a posse após consulta telefônica. A arma foi apreendida quando um militar, tentando consertá-la, foi parado em blitz. O caso está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda parecer da PGR. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à Polícia Civil que mantinha uma pistola em casa após receber autorização de um delegado que conduziu buscas no local, ainda durante sua primeira prisão domiciliar e antes de sua condenação pela tentativa de golpe de estado. O ex-chefe do Executivo disse que o delegado atendeu a seu pedido quando narrou que "residia com mulheres e precisava de uma arma para defesa" de sua casa. Segundo Bolsonaro, após o pedido, o delegado em questão saiu da casa, conversou com alguém ao telefone e lhe devolveu a arma de fogo, "dizendo que poderia ficar com ela". No depoimento, o ex-presidente não mencionou o nome do delegado que lhe deixou ficar com a pistola, nem citou a data da diligência que a PF fez em sua casa. A primeira prisão domiciliar do ex-presidente foi decretada no dia 4 de agosto do ano passado e, no mesmo dia, a PF cumpriu mandados na casa de Bolsonaro. Ainda de acordo com o ex-presidente, a pistola permaneceu em sua casa até o dia 15 de junho, quando percebeu que a arma "estava em pane" e acionou o sargento Estácio Leite da Silva Filho para verificar o equipamento. O militar teria consertado a arma e a devolveria para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No entanto, um atraso no retorno de Michelle, que estava em viagem a Goiânia, fez o sargento optar por levar a pistola para sua casa. O militar foi parado em uma blitz no Distrito Federal, e a arma acabou apreendida. Os detalhes constam do relatório final da investigação sobre a apreensão da arma de Bolsonaro, que levou ao indiciamento de Estácio Leite da Silva Filho por crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O documento foi enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes na manhã desta quarta. O magistrado determinou nova manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa sobre o episódio, antes de decidir sobre a prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-chefe do Executivo. Moraes já havia determinado que a PGR opinasse se a posse de uma arma em casa seria motivo para encerrar o regime de prisão domiciliar, cujo prazo estipulado inicialmente expirou na semana passada. A PGR afirmou que seria necessário aguardar a conclusão do inquérito, o que ocorreu nesta terça. O ministro pontuou que a Lei de Execução Penal estipula que comete "falta grave" o condenado à prisão que "possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. O ministro destacou que, durante o depoimento, Bolsonaro afirmou que não podia ficar desarmado em casa porque mora com três mulheres. De acordo com Moraes, a lei prevê condições "possibilitando a inclusão em regime disciplinar diferenciado ou a regressão no regime de cumprimento de pena, inclusive com a cessação da prisão domiciliar". Ao prestar depoimento no caso, Bolsonaro reconheceu a posse da arma em casa. Ele afirmou que pediu ajuda ao militar que posteriormente teve a arma apreendida em uma blitz no Distrito Federal ao perceber que a pistola não funcionava e necessitava de conserto. Segundo o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que defende Bolsonaro, o ex-presidente ao manusear a arma "constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema".
Bolsonaro disse em depoimento que teve aval de delegado para ficar com arma em casa quando PF cumpriu mandado de busca e apreensão
Ex-presidente afirmou que, durante cumprimento de mandados, pediu para ficar com uma pistola para 'defender' a residência






