0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Três em cada 10 cursos de medicina são reprovados no Enamed — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 17:39 MP do Enamed: Impactos e Desafios para Faculdades de Medicina A assinatura de uma MP pelo presidente Lula torna o Enamed obrigatório para médicos, transformando-o em um filtro de qualidade para faculdades de medicina, segundo relatório do BTG Pactual. Essa exigência deve aumentar a competitividade entre instituições, beneficiando as de maior qualidade. No entanto, grupos educacionais já articulam estratégias para mitigar impactos financeiros. O exame de 2026 será crucial para avaliar melhorias no desempenho estudantil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Depois de o presidente Lula assinar, na sexta-feira, uma MP (medida provisória) que torna o Enamed requisito obrigatório para o exercício da medicina, o exame “está deixando de ser apenas um ruído regulatório para se tornar um filtro de qualidade mais estrutural” para as faculdades de medicina, avaliam analistas do BTG Pactual em relatório. A Faria Lima acompanha com lupa qualquer mudança de regra para a formação médica porque os cursos da área são o filé-mignon do setor de educação superior privada, influenciando diretamente a rentabilidade das universidades com ações em Bolsa e protagonizando fusões e aquisições nas quais cada vaga de medicina chega a ser negociada por mais de R$ 2 milhões. Para o time do BTG, uma das consequências da nova exigência será separar o joio do trigo no segmento, aumentando a vantagem competitiva de faculdades com foco em qualidade. “O novo arcabouço deverá tornar a qualidade acadêmica um diferencial competitivo mais relevante e ampliar a distância entre operadores mais fortes e mais fracos. Ao longo do tempo, instituições de menor qualidade podem enfrentar demanda mais fraca, crescimento mais restrito no número de vagas e maiores necessidades de investimento acadêmico, enquanto plataformas mais bem posicionadas podem ganhar participação de mercado”, analisaram. O relatório ressalta, porém, que executivos do setor já têm antecipado a analistas da Faria Lima que estão preparando uma ofensiva para mitigar os efeitos da exigência sobre seus balanços no curto prazo. “Em nossas interações recentes, grupos educacionais com exposição aos programas afetados destacaram três principais medidas mitigadoras: (i) contestar as sanções de 2025, individualmente ou por meio de associações setoriais, por meio de recursos administrativos ou ações judiciais; (ii) antecipar, quando possível, a entrada de novos alunos; e (iii) revisar os currículos e reforçar a preparação para a próxima prova”, detalharam os analistas. O BTG observou, porém, que os resultados do último Enamed já têm “gerado alguma pressão reputacional e dificultado a captação de alunos” entre cursos mal avaliados. “O exame de 2026 passa agora a ser o principal marco, pois deverá indicar se essas iniciativas estão melhorando o desempenho dos estudantes e provavelmente servirá de base para eventuais restrições à entrada de alunos em 2027”, concluiu o BTG.
Enamed obrigatório para médicos vai separar joio do trigo nas faculdades, diz BTG
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