A implementação do Enamed (Exame Nacional de Medicina) como critério obrigatório para a exercer a profissão médica acendeu um debate dentro e fora das salas de aula dos cursos de medicina.
O governo federal publicou medida provisória que estabelece que os estudantes realizem o Enamed no quarto e no sexto ano da graduação, exigindo um desempenho mínimo no final do curso para que os recém-formados possam exercer a profissão.
Na opinião dos estudantes ouvidos pela Folha, a criação de um exame de proficiência é um passo necessário para a medicina.
Para Bernardo Ciminelli, estudante de medicina na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a existência do exame nas atuais circunstâncias é favorável, mas ressalta que a medida não combate a principal causa do problema —e a regulação do governo acaba focando apenas a consequência.
O problema seria a expansão desenfreada das faculdades de medicina. Instituições privadas e decisões judiciais e liminares impulsionam esse crescimento. "Essas faculdades às vezes não têm hospital universitário, não têm um corpo docente muito bem qualificado, não têm uma infraestrutura básica", diz.















