Investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de dirigentes da instituição financeira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Digimais, banco de Edir Macedo, vendido ao BTG Pactual — Foto: Paulo Renato Nepomuceno / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 16:05 PF Investiga Banco Digimais por Inflar Ativos e Enganar Órgãos Reguladores A Polícia Federal investiga o Banco Digimais por inflar ativos sem lastro, prática semelhante ao extinto Banco Master. Sob controle de Edir Macedo, o Digimais aumentou ficticiamente o valor de ativos, manipulando balanços para enganar órgãos de controle. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com bloqueio de R$ 670 milhões. O banco afirma cooperar com as autoridades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal afirmou que o Banco Digimais adotou práticas semelhantes às do Banco Master ao inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. De acordo com as investigações, em um dos casos verificados, o banco elevou o valor de um ativo adquirido em 2023 por R$ 31 milhões para R$ 230 milhões, o que gerou um patrimônio fictício de R$ 199 milhões. "O BANCO DIGIMAIS, sob o controle de EDIR MACEDO, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto BANCO MASTER", diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outro episódio, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o patrimônio. A PF ressalta diversas vezes no relatório que o Digimais replicou irregularidades praticadas pelo Banco Master no segmento financeiro, como o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para emitir títulos com "rentabilidade desproporcionais aos indicadores de mercado”. "Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do BANCO DIGIMAIS replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito", diz a PF. Dirigentes do Digimais foram alvos de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça federal de São Paulo, nesta terça-feira. A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a PF, a investigação teve origem em relatórios produzidos pelo Banco Central que apontaram indícios de irregularidades na condução dos negócios da instituição. Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para dar explicações e colaborar com a Justiça. “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes.", afirmou o banco, no texto.
PF diz que Banco Digimais adotou ‘práticas análogas’ às do Master ao inflar patrimônio sem lastro financeiro e pedem o bloqueio de R$ 670 milhões
Investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de dirigentes da instituição financeira
















