0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro André Mendonça durante sessão plenária no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O movimento do Ministério da Justiça de determinar que policiais federais cedidos a outros órgãos retornem às suas funções de origem levantou desconfianças do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e de alas da própria PF. O magistrado sinalizou a pessoas próximas que qualquer iniciativa que atinja integrantes de seu gabinete será vista como tentativa de embaraçar investigações dos processos dos quais é relator. Desde abril, quando o presidente Lula afirmou que mandou o Ministério da Justiça convidar delegados da Polícia Federal que estão “fingindo” trabalhar fora da corporação a retornarem, um alerta acendeu em Mendonça e seus auxiliares. A fala foi vista como um recado velado que poderia culminar na retirada do delegado Thiago Marcantonio do gabinete de Mendonça. Assessor do ministro desde 2025, Marcantonio auxilia Mendonça em todos seus casos, incluindo os desvios do INSS, que tem Lulinha entre os investigados, e o escândalo do Master. O ofício do Ministério da Justiça que determinou o retorno de profissionais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aos seus órgãos de origem causou estranheza especialmente pelo timing. Chamou atenção entre alas da PF e do gabinete de Mendonça o governo federal ter suspendido as cessões em junho deste ano, já que a maior parte delas foi autorizada pelo próprio Executivo a partir de 2023. Por ora, o STF ficou de fora da ordem do Ministério da Justiça. Se a determinação chegar a corte, além de Marcantonio, outros delegados cedidos aos gabinete de Alexandre de Moraes e Luiz Fux também terão que voltar à corporação. Mendonça já sinalizou que, se o caso atingir seu gabinete, o governo terá uma resposta.
Ordem do governo Lula sobre policiais federais gera tensão com André Mendonça
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