Governo determinou retorno de profissionais emprestados a tribunais, órgãos públicos e administrações estaduais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policia Federal — Foto: Divulgação/PF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 17:19 Governo Repatria Policiais para Fortalecer Segurança Pública Federal O Ministério da Justiça iniciou o retorno de mais de cem policiais cedidos a tribunais e órgãos públicos para reforçar a segurança federal. A medida poupou, inicialmente, o STF, mas pode envolver a Corte futuramente. O objetivo é otimizar o uso de policiais em funções diretamente ligadas à segurança pública, conforme diretriz do presidente Lula, visando o combate ao crime organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Justiça iniciou nesta semana um movimento para reforçar os quadros das forças federais de segurança e determinou o retorno de mais de cem policiais que estavam cedidos a órgãos da administração pública. A medida atingiu tribunais, órgãos federais, estaduais e municipais — mas poupou o Supremo Tribunal Federal (STF) da primeira leva de convocações. Ainda assim, é possível que a Corte seja atingida em um segundo momento. A pasta enviou ofícios a mais de 50 órgãos da administração pública direta e indireta solicitando a devolução de servidores das carreiras policiais que atuavam fora de suas funções de origem. Entre os profissionais convocados estão delegados da Polícia Federal, integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e policiais penais federais. No total, mais de cem servidores deverão retornar aos seus órgãos de origem. Os ofícios alcançaram tribunais federais e estaduais e até mesmo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde quatro delegados da Polícia Federal exerciam funções de assessoramento. O Supremo, onde há alguns delegados da PF atuando em gabinetes de ministros como André Mendoça e Alexandre de Moraes, foi preservado da medida. O GLOBO apurou que, até esta sexta-feira, o STF não havia recebido qualquer ofício determinando a devolução dos delegados da Polícia Federal que atualmente atuam na Corte. Nos bastidores, auxiliares do Supremo receberam a iniciativa com estranheza. A avaliação reservada de integrantes da Corte é que a medida tem impacto limitado sobre a carência de pessoal enfrentada pela Polícia Federal e pode acabar prejudicando órgãos que dependem desses profissionais para atividades estratégicas. Um auxiliar do tribunal resumiu a percepção de parte da equipe ao afirmar que a decisão é "estranha" e "não resolve o problema de pessoal da PF", ao mesmo tempo em que retira servidores de estruturas consideradas relevantes para o funcionamento de instituições públicas. Integrantes do Ministério da Justiça, por sua vez, explicam que a iniciativa faz parte de um processo mais amplo de revisão das cessões de policiais iniciado após determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um integrante da pasta disse ao GLOBO que o trabalho começou em abril e envolveu um levantamento em diferentes esferas da administração para identificar quais funções vinham sendo desempenhadas pelos profissionais cedidos. Segundo esse interlocutor, a intenção é convocar de volta policiais que não estejam exercendo atividades diretamente relacionadas à segurança pública. A ausência do STF na primeira rodada de convocações, contudo, não significa que a Corte esteja definitivamente fora do alcance da medida. Isso porque a pasta ainda analisa e faz esse escrutínio, e outros ofícios ainda deverão ser despachados para convocação dos policiais cedidos. O argumento apresentado pelo governo é que a prioridade definida pelo presidente Lula é ampliar a capacidade de atuação das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. Segundo esse integrante da pasta, o reforço dos efetivos é considerado necessário para ampliar a capacidade operacional dos órgãos responsáveis pelas investigações e ações de combate às organizações criminosas em todo o país.
Ministério da Justiça convoca mais de 100 policiais cedidos, mas abre exceção e mantém delegados da PF no STF
Governo determinou retorno de profissionais emprestados a tribunais, órgãos públicos e administrações estaduais









