Auxiliares do STF afirmam que a preocupação do magistrado foi evitar a criação de um foco adicional de tensão entre Judiciário e Legislativo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro André Mendonça durante sessão plenária no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 22:02 Ministro do STF evita tensões com Senado e bloqueia buscas em investigação O ministro do STF, André Mendonça, decidiu por não realizar buscas no Senado em investigações contra os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI), evitando tensões entre Judiciário e Legislativo. A decisão foi baseada na suficiência de provas obtidas por outros meios, minimizando desgastes institucionais sem comprometer o avanço das investigações sobre supostos benefícios econômicos recebidos por Wagner. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao autorizar medidas de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), repetiu uma postura já adotada em outra frente da investigação do caso Banco Master e evitou determinar diligências dentro das dependências do Senado Federal. A opção seguiu a mesma lógica utilizada anteriormente na operação que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em ambos os casos, interlocutores envolvidos na apuração afirmam que os investigadores já haviam reunido elementos considerados suficientes por outros meios de obtenção de prova, o que reduziu a necessidade de buscas físicas nos gabinetes parlamentares. Segundo relatos feitos ao GLOBO, a avaliação predominante foi a de que uma diligência dentro do Senado produziria elevado desgaste institucional sem agregar, necessariamente, informações relevantes à investigação. Integrantes que acompanham o caso sustentam que documentos, registros financeiros, mensagens e demais elementos de interesse já haviam sido obtidos por meio de quebras de sigilo, cooperação com outros órgãos e apreensões realizadas em endereços externos. Nos bastidores, auxiliares do STF afirmam que a preocupação foi evitar a criação de um foco adicional de tensão entre Judiciário e Legislativo. A percepção era de que uma operação nas dependências do Senado poderia gerar repercussão política e questionamentos sobre eventual invasão das prerrogativas parlamentares. A decisão também está em sintonia com precedentes recentes do Supremo. Embora buscas em gabinetes parlamentares sejam juridicamente possíveis mediante autorização judicial, ministros costumam exigir demonstração de que a medida é indispensável e de que não há formas menos gravosas de obtenção das provas. No caso de Jaques Wagner, as diligências autorizadas por Mendonça ficaram concentradas em outros endereços ligados ao investigado. O mesmo ocorreu na operação envolvendo Ciro Nogueira, quando a Polícia Federal também não ingressou nas dependências do Senado. Reservadamente, integrantes da investigação afirmam que a estratégia buscou privilegiar a proporcionalidade das medidas cautelares. A avaliação era de que os elementos já reunidos permitiam o avanço das apurações sem a necessidade de uma ação que pudesse ampliar o desgaste político do caso ou provocar um embate institucional com o Congresso. A Polícia Federal apontou que o senador Jaques Wagner foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima. A PF identificou uma mensagem em que o petista envia a Lima detalhes sobre um apartamento que ele estaria interessado em adquirir em Salvador. "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões", escreveu ele. A mensagem é datada de novembro de 2024. A defesa do senador nega qualquer irregularidade.
Mendonça evita buscas no Senado e reduz potencial de atrito político em operações contra Ciro e Wagner
Auxiliares do STF afirmam que a preocupação do magistrado foi evitar a criação de um foco adicional de tensão entre Judiciário e Legislativo
Mendonça evita buscas no Senado nas investigações contra senadores Wagner e Ciro Nogueira, priorizando provas já obtidas por outros meios. A decisão reflete proporcionalidade em medidas cautelares e gestão istituzionale, evitando tensão entre Judiciário e Legislativo.








