Com a pacificação entre o presidente do STF e Gilmar Mendes, as tensões internas da Corte se deslocam para o caso Master e para embates envolvendo decisões da Justiça Eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachin e Gilmar Mendes resolveram as desavenças — Foto: Divulgação/Antonio Augusto/STF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 21:02 Reaproximação entre Fachin e Gilmar Mendes no STF; tensões persistem Após a reconciliação entre Edson Fachin e Gilmar Mendes, simbolizada por um abraço no STF, as tensões internas da Corte agora se concentram no caso Master e em decisões da Justiça Eleitoral. Gilmar Mendes criticou o momento da proposta do código de conduta de Fachin, mas indicou que o projeto será debatido e aperfeiçoado coletivamente. Os embates sobre o caso Master e a interferência do STF em decisões do TSE continuarão intensos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Este conteúdo faz parte da newsletter Recondo e os Onze, em que Felipe Recondo traduz os movimentos do STF e seus ministros. Clique aqui e inscreva-se para receber todas as quartas-feiras em seu e-mail. Depois de duas sessões com homenagens, Edson Fachin e Gilmar Mendes resolveram as desavenças, solução simbolizada no abraço trocado no Salão Branco do STF diante de alguns dos colegas, na semana passada. Recuos de um lado, respostas de outro. Fachin não foi o primeiro nem será o último a repetir esse histórico na relação com Gilmar Mendes: de alvo de críticas a aliado pragmático. Barroso e Lewandowski são exemplos recentes desse mesmo percurso. Fachin inicia o segundo tempo de seu mandato ao desarmar o gatilho acionado pela decisão de propor um código de conduta em meio às suspeitas envolvendo dois ministros do tribunal e o Banco Master. Nesta segunda-feira (22), no programa Roda Viva, da TV Cultura, Gilmar Mendes encerrou a questão: "Nós somos amigos". Mas e as críticas que voltou a fazer sobre o código de conduta? Teria ele retomado os ataques ao presidente do Supremo? Mendes fez as críticas ao "momento do código" diretamente a Fachin, em encontro privado. Disse que as circunstâncias foram inadequadas, que o assunto deveria ser tratado internamente e que a proposta deveria ser debatida primeiro com os colegas antes de ser publicizada. Fachin reconheceu problemas. Houve quem interpretasse a explicação das críticas no Roda Viva como uma retomada da beligerância entre os dois. Mas os sinais vão noutra direção. Gilmar Mendes fala do código de conduta como realidade, como um projeto que será debatido internamente, aperfeiçoado e aprovado. Mas será um texto coletivo, e não a proposta de um ministro — e isso indica que o código será mais minimalista. É o preço a pagar. Os focos de embates internos estão hoje nas decisões do Tribunal Superior Eleitoral e nas investigações do caso Master. Estes são temas em aberto e que Gilmar Mendes expôs com sua tradicional disposição para críticas públicas. As reações ao TSE vieram e virão com a interferência do STF, revertendo decisões da Justiça Eleitoral, como a que censurou uma pesquisa de opinião. Esta será uma constante. No caso Master, os embates seguirão — e por muito tempo. E sem chances para meio-termo. Gilmar Mendes manterá suas ressalvas e poderá ser voto vencido. André Mendonça mantém, como relator, sua posição: a investigação prossegue, e ele só responderá às críticas no processo — e não via imprensa. Foi o que fez ao revelar, na sessão pública e em tom de denúncia, que advogados o procuraram para fazer delações seletivas e ao mostrar que acompanha os movimentos de diversos atores para criarem nulidades e, assim, matarem a investigação. Aqui está o jogo, aqui está "a guerra". E, nesta, não haverá recuos. Recondo e os Onze - newsletter - card de 24 de junho de 2026 — Foto: Felipe Recondo