Desafio do governo é 'equilibrar prioridades', ainda segundo o titular da pasta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Ricardo Couto exibem termo de adesão do Rio ao Propag — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 16:34 Rio de Janeiro economiza R$ 6,2 bi com adesão ao Propag e investe em salários e infraestrutura O Estado do Rio de Janeiro aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), resultando em significativa economia nos cofres públicos, com a redução das parcelas da dívida de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões mensais. Segundo Guilherme Mercês, secretário da Fazenda, isso permitirá a recomposição salarial dos servidores e investimentos em infraestrutura. O governo se comprometeu a equilibrar prioridades e reduzir despesas, como cortar cargos comissionados. A adesão ao Propag resultará em uma economia de R$ 6,2 bilhões neste ano e R$ 12,3 bilhões até 2027. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o Rio vê uma economia nos cofres públicos, com redução das parcelas mensais de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, por exemplo. O governo fluminense também se compromete a fazer investimentos em infraestrutura, educação e segurança. E, de acordo com Guilherme Mercês, secretário estadual de Fazenda, o novo regime permitirá a recomposição da remuneração dos servidores. — Diferentemente do Regime de Recuperação Fiscal, que era mais rígido em relação a isso, o Propag permite, sim, que haja, por exemplo, a recomposição salarial da inflação — afirmou o titular da Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz) ao fim da assinatura do termo de adesão ao Propag nesta segunda-feira. Ainda segundo o secretário, o governo federal estabelece contrapartidas para manter o equilíbrio financeiro, como a criação de um teto de gastos. — O desafio do governo, e a gente já está fazendo isso, é equilibrar prioridades. O corte de mais de 3 mil comissionados, auditoria nos contratos: essa é uma forma de cortar despesas para abrir a possibilidade de ter outras despesas e de rediscutir as prioridades das políticas públicas no estado do Rio de Janeiro — completou Mercês. De acordo com o divulgado pelo Governo do Estado, a adesão ao Propag garantirá uma economia de R$ 6,2 bilhões neste ano, e outros R$ 12,3 bilhões em 2027. O Estado do Rio optou pelo financiamento da dívida com juro zero ao ano e, para isso, se comprometeu a reduzir em 20% o montante da dívida (reduzindo o valor de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões). Esses recursos virão do comprometimento de valores futuros recebíveis via Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), criado com a reforma tributária. De acordo com o titular da Sefaz, outras "amortizações extraordinárias” podem ocorrer, como um conjunto de imóveis do estado.