Bandas como Amon Amarth e Eluveitie, que usam elementos da cultura nórdica em sua música, têm a coreografia apresentada em suas apresentações há anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcida da Noruega no jogo contra o Iraque, pelo Grupo I da Copa do Mundo, em Boston, EUA — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 02:37 Coreografia "Barco Viking": Das Raízes do Metal à Popularidade Global A coreografia "barco viking", popularizada na Copa do Mundo, tem suas raízes no heavy metal. Bandas como Amon Amarth e Eluveitie incorporam elementos nórdicos em suas apresentações, usando a tradicional "remada" em shows. A prática, chamada de "rowing pit" no rock, originou-se com a banda Bathory, pioneira do viking metal. Atualmente, a coreografia transcende o gênero, aparecendo até em shows pop e eventos como o Congresso norueguês. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Barco Viking dos noruegueses está por toda parte. Desde que a torcida do país nórdico apareceu para o mundo, nos jogos das Eliminatórias Europeias -- nos quais a seleção de Haaland e Odegaard navegou em mar de cruzeiro, vencendo um grupo com Itália, Israel, Estônia e Moldávia sem sequer empatar um jogo -- e amistosos, não param de pipocar vídeos dos simpáticos noruegueses sentados no chão (ou em qualquer lugar) fazendo movimentos ritmados, como se remassem, aos gritos de "Ro! Ro!". Já apareceram vídeos no Congresso Nacional do país, onde os deputados reforçaram sua torcida pela seleção com a brincadeiras, e até um encontro entre noruegueses e escoceses em que todos "remaram" juntos. Políticos noruegueses fazem a "remada viking" para mostrar sua torcida pela seleção local na Copa do Mundo. No entanto, antes de ir para as arquibancadas, o "rowing pit", como é chamado no mundo do rock, já era feito em shows de bandas como o Amon Amarth, da Suécia (veja vídeo abaixo) , e o Euliveitie, da Suíça, adeptas do folk metal ou do viking metal. Metal viking? Pois é, essa vertente da música pesada vem de uma lenda do gênero, a banda sueca Bathory, uma das criadoras do black metal, gênero que leva a extremos o som forjado por grupos como Venom e Celtic Frost para um lugar ainda mais obscuro e diabólico. Banda de um homem só, Thomas "Quorton" Forsberg (1966-2004), depois de seu início, nos anos 1980, o Bathory foi por um caminho de som mais lento e, nas letras, direcionado à mitologia nórdica, o que lhe rendeu o apelido de viking metal. Nas últimas décadas, o gênero se espalhou por outros países, com nuances que o aproximam do folk metal -- aquele heavy metal com elementos do folclore de cada país, representado no Brasil por bandas como o Tuatha de Dannan, e a mania do rowing pit extrapoloo o gênero, sendo vista em shows de artistas distantes do rock pesado, como a cantora pop americana Halsey. Nesta terça, dia de Noruega x Senegal em New Jersey, a presença dos remadores é certa.