A Noruega celebra retorno à Copa após 28 anos com homenagem à tradição viking Torcedores da Noruega antes de partida na Copa do Mundo 2026 — Foto: Pilar Olivares/Reuters Imagens de centenas de torcedores sentados enfileirados movendo os braços de forma sincronizada, simulando uma remada em um antigo barco nórdico devem invadir as redes sociais após o jogo da seleção da Noruega contra a França nesta sexta-feira (26) pela Copa do Mundo 2026. A coreografia faz referência aos barcos utilizados pelos vikings, povos nórdicos que exploraram diferentes regiões da Europa entre os séculos VIII e XI. A coreografia dos torcedores celebra o retorno da Noruega após 28 anos de ausência à Copa do Mundo. A remada extrapolou as arquibancadas. Entrando na brincadeira, parlamentares noruegueses em Oslo fizeram o movimento dentro do Congresso Nacional para apoiar Erling Haaland, considerado um dos melhores atacantes do futebol mundial. Veja o momento abaixo: Quem eram os vikings? "Vikings" não se refere a um povo, mas sim a um conjunto de atividades: guerra naval, pirataria ou comércio marítimo. Era, basicamente, alguém que se aventurava no exterior para invadir, saquear e fazer pirataria no mar. A palavra "viking" significava "pirataria" ou "viagem de saque" em nórdico antigo e se referia a algo que alguém fazia, e não a uma descrição pessoal, como "ir a uma aventura viking", conforme descreve a Encyclopedia Britannica. A Noruega é uma das terras natais deles, assim como Suécia e Dinamarca. Foram os vikings noruegueses que focaram colonização e pilhagem no Atlântico: Islândia, Groenlândia, Vinland (na América do Norte). Sua relação com seus barcos era, portanto, quase sagrada. Os vikings noruegueses eram mestres na navegação. O modelo dos barcos usados naquela época era de madeira, estreito e leve, feito para navegar em águas rasas — assim não dependiam de portos para aproximar-se da costa inimiga. Assim como os torcedores de hoje emulam, os vikings precisavam remar em toda a extensão do barco para navegar. Barco viking — Foto: Steinar Engeland via Unsplash Os habitantes do mais alto clero, ao morrer, tinham sua cerimônia fúnebre dentro de seus barcos de guerra. No "funeral viking", o corpo é colocado para flutuar e é cremado dentro de um barco. Nesses casos, frequentemente era cremado junto com seus pertences para levar para a vida após a morte, que podiam incluir desde armas e ferramentas até os corpos de escravos mortos para acompanhá-lo. A capital da Noruega, Oslo, abriga o Museu dos Barcos Vikings, com três barcos originais completamente conservados (chamados Oseberg, Gokstad e Tune). O maior deles, Oseberg, tem 21 metros de comprimento e foi descoberto em 1904. Especialistas acreditam que ele foi usado como barco funerário de uma rainha ou nobre, pois tinha ossos de mulheres, tapeçarias, móveis, carruagem e quatro cavalos no interior.
Quem eram os 'vikings' que inspiram a remada da Noruega (e por que eles não eram um povo)
A Noruega celebra retorno à Copa após 28 anos com homenagem à tradição viking










