Treinador afirmou que viagens para acompanhar o Mundial ficaram inacessíveis para boa parte dos torcedores e criticou a comercialização do torneio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Técnico argentino do Equador, Gustavo Alfaro pede calma à seleção — Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 05:15 Gustavo Alfaro critica Fifa por elitizar Copa do Mundo com altos custos O técnico da seleção paraguaia, Gustavo Alfaro, criticou a Fifa, alegando que a Copa do Mundo se tornou um produto inacessível para muitos torcedores devido aos altos custos de viagem. Alfaro afirmou que a essência popular do futebol foi perdida e que o esporte não deve ser tratado como um negócio. Ele também destacou que as pausas para hidratação nos jogos são, na verdade, oportunidades publicitárias. As críticas surgem em meio a questionamentos sobre os preços elevados para a Copa de 2026. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Às vésperas de garantir uma vaga na fase mata-mata da Copa do Mundo de 2026, o técnico da seleção paraguaia, Gustavo Alfaro, protagonizou uma das críticas mais contundentes à Fifa desde o início do torneio. Durante uma entrevista coletiva após um treinamento da equipe, o treinador argentino questionou o aumento dos custos para torcedores acompanharem a competição e acusou a entidade de afastar o futebol de suas origens populares. O desabafo começou quando Alfaro comentava a expectativa de ver mais paraguaios viajando para apoiar a seleção nos próximos jogos. A declaração, porém, rapidamente se transformou em uma reflexão mais ampla sobre os rumos do futebol moderno e da própria Copa do Mundo. — As pessoas que conheço estão passando por um momento muito difícil, porque viajar se tornou muito complicado e muito caro. As Copas do Mundo estão supervalorizadas. Os custos, tudo o mais. A essência do futebol se perdeu — afirmou. Segundo o treinador, a crescente comercialização do esporte tem restringido o acesso dos torcedores aos grandes eventos internacionais. — O futebol não pode ser um negócio. Ele precisa continuar sendo futebol. Hoje apenas um grupo muito restrito tem a oportunidade de aproveitar tudo isso — acrescentou. Alfaro também direcionou críticas a um dos mecanismos mais utilizados pela Fifa durante esta edição da Copa: as pausas para hidratação. Adotadas em diversas partidas devido às altas temperaturas registradas nos Estados Unidos, México e Canadá, as interrupções foram classificadas pelo treinador como uma ferramenta comercial. — Não é uma pausa para hidratação. É uma pausa publicitária — disparou. O argentino, que disputa sua segunda Copa do Mundo como treinador — após comandar o Equador em 2022 —, utilizou a própria história do futebol para sustentar seu argumento. Para ele, o esporte nasceu como uma atividade acessível às camadas mais pobres da população e não deveria perder essa característica. — O futebol pertence a todos nós, especialmente aos mais pobres. O brinquedo mais barato era uma bola. Às vezes era difícil consegui-la, mas 22 pessoas podiam brincar com um único brinquedo. O poder do futebol é imenso. É isso que precisamos defender — afirmou. As declarações acontecem em um momento em que a Fifa enfrenta questionamentos relacionados aos altos preços de ingressos, hospedagens e deslocamentos para a Copa do Mundo de 2026. Em algumas cidades-sede, torcedores relataram gastos elevados para acompanhar as partidas, especialmente nos Estados Unidos, onde os valores de hotéis e passagens aéreas dispararam durante o torneio.