Federações de três continentes divulgaram nota conjunta em defesa da expansão do Mundial para 48 seleções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aleksander Ceferin (esquerda), presidente da Uefa — Foto: Fabrice COFFRINI / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 05:31 Čeferin sob fogo por comentários sobre jogos da Copa de 2026 O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, enfrenta críticas após supostamente chamar jogos de seleções da África, Ásia e Caribe na Copa de 2026 de "desinteressantes". A declaração gerou uma resposta conjunta de federações desses continentes, defendendo a expansão do Mundial para 48 seleções. Argumentam que a inclusão promove o desenvolvimento do futebol e inspira nações menores, destacando a universalidade do esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma declaração atribuída ao presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, provocou forte reação de federações da África, Ásia e Caribe durante a Copa do Mundo de 2026. O dirigente europeu teria criticado o formato ampliado do torneio, afirmando que a competição passou a ter um grande número de partidas "completamente desinteressantes". A fala, divulgada pelo portal esloveno Zurnal 24, gerou rápida mobilização de países que se beneficiaram diretamente da expansão do Mundial de 32 para 48 seleções. As federações de Cabo Verde, Congo, Curaçao, Haiti, Jordânia e Uzbequistão divulgaram uma nota conjunta em apoio a diversas associações africanas, entre elas Argélia, Egito, Gana, Costa do Marfim, Marrocos, Senegal, África do Sul e Tunísia. O tom da resposta foi direto. — O futebol não pertence a um grupo seleto de nações. Sua força reside em sua universalidade — afirmaram as entidades. A manifestação representa uma defesa contundente do novo modelo adotado pela Fifa. Para muitos dos países que assinam o documento, a ampliação do número de vagas abriu portas para seleções que historicamente encontravam enormes dificuldades para alcançar uma Copa do Mundo. O caso de Curaçao é um dos exemplos mais emblemáticos. Com apenas cerca de 160 mil habitantes, o país caribenho disputa pela primeira vez um Mundial e se tornou a menor nação da história a alcançar a competição. Já Haiti e Jordânia também voltaram a ganhar protagonismo internacional graças ao aumento no número de vagas. Na nota, as federações argumentam que a presença em uma Copa vai muito além dos resultados esportivos. — Para muitos países, participar de uma Copa do Mundo não é apenas uma conquista esportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias para toda a vida — destaca o texto.