Temos ampla evidência dos resultados positivos da educação integral no Brasil até agora.
A Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina, por exemplo, ofertou o Emiti (Ensino Médio Integral em Tempo Integral) a partir de uma metodologia do Instituto Ayrton Senna em 2018 e 2019 e a iniciativa foi avaliada com método padrão-ouro. Os resultados são grandes: em dois anos, foram 16 pontos a mais na escala Saeb em matemática, mais do que o triplo no estado naquele momento.
Um estudo feito sobre o modelo de integral de Pernambuco também encontrou resultados importantes. No entanto, a maioria desses estudos foi feita até 2020, quando tínhamos poucas matrículas nesse modelo.
Seria importante realizarmos mais estudos experimentais. Faltam análises sobre a manutenção desses resultados quando há uma expansão das matrículas. Infelizmente, as evidências preliminares sobre a expansão feita até hoje apontam para uma redução dos resultados do ensino integral. A expansão com qualidade é desafiadora.
De acordo com o MEC (Ministério da Educação), o integral contempla 22,9% das matrículas e o novo PNE (Plano Nacional de Educação), que deverá nortear as ações no campo educacional nos próximos 10 anos, estabelece a meta de atender 50% dos estudantes no integral até o final de sua vigência. Portanto, o plano nacional estabelece uma meta de mais do que dobrar a matrícula em tempo integral no Brasil.














