Maior cidade do país, São Paulo é palco frequente de grandes manifestações, desde eventos anuais como a Marcha para Jesus e a Parada LGBT até protestos políticos esporádicos à esquerda e à direita.
Nessas ocasiões, as polícias precisam proteger o patrimônio público e privado e garantir a segurança de transeuntes e dos próprios manifestantes. É conhecido há tempos, porém, o risco de que a atuação dos agentes descambe em abusos no uso da força.
Um dos episódios mais marcantes foi a repressão desproporcional na avenida Paulista durante as jornadas de junho de 2013.
Quando cobria as manifestações naquele ano, o fotógrafo Sergio Andrade da Silva foi atingido no olho esquerdo por um artefato que o deixou cego. Apenas em abril deste 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o estado de São Paulo pague indenização e pensão vitalícia ao jornalista pelo dano causado.
Dados os excessos, como o ilustrado por esse caso, e a morosidade do Judiciário, é necessário que agentes de segurança estejam mais bem preparados para policiar os protestos —não para reprimi-los de modo violento, mas para conter práticas ilícitas.











