Segundo a instituição, todo o material recolhido foi encaminhado para a Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, onde será submetido à perícia Deputado estadual Val Ceasa (PRD), no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — Foto: Alex Ramos/Alerj A operação deflagrada nesta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), que investiga suspeitas de envolvimento do parlamentar com o Terceiro Comando Puro (TCP) apreendeu R$ 341 mil em espécie, cinco armas de fogo, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Segundo o MPRJ, todo o material recolhido foi encaminhado para a Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, onde será submetido à perícia. O levantamento das apreensões ainda está em andamento e os números podem ser atualizados ao longo do dia. Além das apreensões, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava foram presos em flagrante por posse ilegal de arma. De acordo com o Ministério Público, a operação tem como objetivo reunir provas no âmbito da investigação sobre a suposta atuação do grupo criminoso e o eventual envolvimento do deputado estadual. Novas informações poderão ser divulgadas à medida que o cumprimento dos mandados seja concluído. Val Ceasa afirmou ser alvo de perseguição política e negou ter atuado para tentar impedir a operação contra imóveis usados pela facção. A jornalistas, o parlamentar negou a ida ao batalhão e disse que só pediu para o então prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) criar uma vila olímpica na região. "Todo servidor público tem que ser investigado. A Justiça tem direito de investigar. Isso aí é perseguição política. Eu trabalho para os humildes", declarou. Pelas redes sociais, Paes, atual pré-candidato ao governo do Estado, afirmou que a operação desta quinta teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado. A prefeitura do Rio informou que o servidor Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de sexta-feira do Diário Oficial. Já o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. A Alerj informou, em nota, que está à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Casa reiterou que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.