Em novo capítulo, o Ministério Público do Rio (MPRJ) contra o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa (PRD) Palácio Tiradentes, sede da Alerj, no Centro do Rio de Janeiro — Foto: Leo Pinheiro/Valor A operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) contra o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa (PRD), nesta quinta-feira (18), por suspeita de envolvimento com o Terceiro Comando Puro (TCP), não é a primeira a colocar a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no centro de investigações sobre suposta influência de facções criminosas no poder público do Rio. O parlamentar, o ex-vereador Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar estão entre os alvos de 14 mandados de busca e apreensão cumpridos pela manhã. Val é apontado como um dos políticos suspeitos de impedir a demolição de um resort de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, um dos chefes do TCP, na zona norte do Rio. Antes dele, outros deputados estaduais foram alvo e chegaram a ser presos em ações contra a facção Comando Vermelho (CV). Entre eles, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), por suspeita de vazamento de informações sigilosas em favor do CV. Atualmente em prisão preventiva, Bacellar foi afastado do cargo em dezembro de 2025, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O afastamento causou a inédita vacância da linha sucessória do Estado. Com a posterior renúncia do governador Cláudio Castro, em março de 2026, o vácuo absoluto no Executivo e no Legislativo levou à posse interina do presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. O Palácio Guanabara estava sem vice desde 2025, com a ida de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas (TCE-RJ). Operação Unha e Carne A investigação contra Bacellar teve origem na Operação Zargun, da Polícia Federal, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias (MDB), em setembro de 2025. Segundo a PF, o parlamentar atuava como operador político e financeiro de interesses do CV, tendo relações com traficantes, policiais e agentes públicos. A ação se desdobrou em quatro fases da Operação Unha e Carne. A primeira etapa prendeu o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar por suspeita de vazar dados da Zargun. Ele foi solto cinco dias depois após a Assembleia decidir revogar a prisão. A segunda fase, em 16 de dezembro, prendeu o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), também suspeito de ter vazado informações sobre a operação que prendeu TH Joias. Em março de 2026, a terceira etapa cumpriu a nova prisão preventiva de Bacellar. A quarta fase, deflagrada em 5 de maio, prendeu o deputado Thiago Rangel (Avante), suspeito de fraudes na Educação e lavagem de dinheiro. Em nota, a Alerj afirmou que está à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Casa reiterou que atua com "austeridade e compromisso com o povo fluminense".
Alerj acumula operações por suspeita de ligações com facções criminosas
Em novo capítulo, o Ministério Público do Rio (MPRJ) contra o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, o Val Ceasa (PRD)













