Deputado, alvo de operação do MPRJ nesta quinta-feira, já apareceu em mensagens interceptadas entre integrantes da cúpula do Comando Vermelho e agora é suspeito de atuar em favor de interesses do Terceiro Comando Puro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alerj — Foto: Editoria de Arte RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 09:33 Investigação do MPRJ Alvo de Facções Criminosas na Alerj A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está no centro de uma investigação do MPRJ sobre a influência de facções criminosas, como o Terceiro Comando Puro (TCP). O deputado Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins são alvos de mandados de busca por suspeita de favorecerem o TCP. A operação surge após o histórico de envolvimento da Alerj com o Comando Vermelho, destacando a complexa relação entre política e crime organizado no estado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação deflagrada nesta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) contra o deputado estadual Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins recolocou a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no centro de uma investigação sobre a suposta influência de facções criminosas em estruturas do poder público. Desta vez, a apuração envolve suspeitas de atuação em favor de interesses do Terceiro Comando Puro (TCP), mas não é a primeira vez que o Legislativo estadual aparece em investigações desse tipo. Em 2025, a Polícia Federal realizou buscas na Alerj durante a Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias. Segundo a PF, ele atuava como operador político e financeiro de interesses do Comando Vermelho (CV), mantendo contatos com traficantes, policiais e agentes públicos. Esconderijo do traficante Peixão tem placa de projeto social com nome de parlamentaresPolíticos investigados têm votação maior em locais perto de 'resort' do tráfico no Complexo de Israel TH Joias e Bacellar Em setembro de 2025, a Polícia Federal realizou buscas na Alerj durante a Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias. Segundo a PF, ele atuava como operador político e financeiro de interesses do Comando Vermelho (CV), mantendo contatos com traficantes, policiais e agentes públicos. Os investigadores afirmaram que o parlamentar teria usado a estrutura do mandato para beneficiar integrantes da facção, incluindo negociações envolvendo armas, drogas e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão. Dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne ganha um novo capítulo quando a PF prende o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Os investigadores afirmam que Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun para TH Joias. Segundo a PF, ele teria avisado o parlamentar sobre a ação policial e orientado a retirada de objetos do imóvel antes das buscas. A PF também afirma que Bacellar era o principal contato da lista de "comunicação urgente" de TH Joias. A mesma operação, em 16 de dezembro prende o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. A suspeita é que informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun tenham sido repassadas antes do cumprimento dos mandados. Val Ceasa A ligação dos políticos com facções criminosas já havia sido exposta na série "Os donos do crime", do GLOBO, que mostrou com exclusividade mensagens interceptadas pela PF, em que o traficante Carlos Costa Neves, o Gardenal, enviou ao chefe do CV no Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca, uma foto de Val Ceasa durante uma reunião no Palácio Guanabara, em janeiro de 2025. Ao encaminhar a imagem, Gardenal escreveu: "Te falei, Val é o contato dele", sem explicar a quem se referia. Em seguida, Doca respondeu: "É, mano, esse cara tem que vir para nós". Investigação da Polícia Federal — Foto: Reprodução Segundo a Polícia Federal, a troca de mensagens demonstra o interesse da facção em aliciar agentes políticos para ampliar sua influência, conquistar proteção institucional e exercer influência sobre decisões públicas. A investigação apontou ainda que a aproximação com políticos teria como objetivo influenciar ações sociais e evitar interferências do Estado em áreas dominadas pelo grupo criminoso. Embora a conversa não esclareça quem seria o "dele" mencionado por Gardenal, uma fonte da PF afirmou que o diálogo remete a uma suposta aliança de Val Ceasa com Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado pelas autoridades como chefe do TCP, facção rival do Comando Vermelho. A relação entre o parlamentar e o entorno de Peixão já havia sido abordada em outra investigação. Reportagem do GLOBO mostrou que a demolição de um resort atribuído ao traficante, na Cidade Alta, foi adiada por cerca de 15 meses após uma suposta articulação política. O caso é investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça em procedimento sigiloso. Entenda a operação O MPRJ cumpre nesta quinta-feira 14 mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador Ulisses Marins, atualmente servidor municipal, e o ex-assessor parlamentar Jair de Mendes. Eles são investigados por suspeita de envolvimento com o Terceiro Comando Puro (TCP). Os mandados são cumpridos no gabinete do parlamentar na Alerj, além de endereços na Ceasa, na capital fluminense e no Espírito Santo. Segundo o MPRJ, a investigação começou após surgirem indícios de que os agentes públicos teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados à facção em Parada de Lucas, no Complexo de Israel. Os investigadores apontam que eles teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais, versão que não foi confirmada pelas apurações. A operação acabou sendo adiada.
Após casos ligados ao CV, Alerj é alvo em ação sobre o TCP; entenda
Deputado, alvo de operação do MPRJ nesta quinta-feira, já apareceu em mensagens interceptadas entre integrantes da cúpula do Comando Vermelho e agora é suspeito de atuar em favor de interesses do Terceiro Comando Puro









