MPRJ identificou outros seis integrantes do gabinete com antecedentes criminais ou com parentes com anotações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michael Johnny Vianna de Azevedo, preso durante operação em que era alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de ligação com o TCP — Foto: Reprodução / Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 11:35 Deputado Val Ceasa é investigado por ligações com facção criminosa TCP Val Ceasa, deputado estadual do PRD, é alvo de investigação por ligações com o Terceiro Comando Puro (TCP). A polícia indiciou Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor de Val, por homicídio a mando de Bruno Loureiro, chefe do TCP. Investigações revelaram que Azevedo e outros assessores do gabinete têm conexões criminais. Operação apreendeu R$ 320 mil na casa de Val. A Alerj acompanha o caso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O deputado estadual Val Ceasa (PRD) foi um dos alvos de uma operação deflagrada nesta quinta-feira para apurar a ligação de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP). Enquanto investigava a ligação do deputado com o grupo criminoso, o Ministério Público do Rio (MPRJ) mapeou os vínculos entre ex-assessores e funcionários lotados no gabinete do parlamentar com integrantes da facção. O principal nome levantado foi o de Michael Johnny Vianna de Azevedo, que foi indiciado em uma investigação da Polícia Civil sobre um homicídio encomendado por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, um dos chefes do TCP. Azevedo também foi alvo da operação e preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Azevedo trabalhou como assessor parlamentar do deputado entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. Mas ates de atuar no gabinete, ele foi citado em registros de ocorrência da Polícia Civil por suposto envolvimento com o tráfico de drogas e, posteriormente, indiciado em uma investigação sobre um homicídio ocorrido em junho de 2022. De acordo com as investigações da Polícia Civil, Vitor Lima da Cunha foi assassinado após migrar do TCP para o Comando Vermelho, tendo sua morte decretada pelo traficante Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, que domina a comunidade do Muquiço, em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. Para executar o crime, ele teria determinado que uma mulher atraísse a vítima para fora do Complexo da Penha e a levasse até o Recreio dos Bandeirantes, onde o assassinato seria cometido. Segundo a polícia, a mulher receberia R$ 10 mil pelo serviço. As investigações apontaram que o pagamento teria sido feito por Michael Johnny Vianna de Azevedo, por meio de uma transferência bancária. Ele foi indiciado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As investigações seguem em andamento. Exonerado Após deixar o gabinete, Azevedo foi nomeado na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz) em fevereiro do ano passado, com salário líquido de R$ 3,4 mil. Na ocasião, "nada que vetasse a sua nomeação foi encontrado pela Secretaria de Integridade", informou o município após sua prisão, quando anunciou que ele seria exonerado. A dispensa da função de confiança de subgerente de operação e fiscalização noturna na Zona Norte foi publicada em Diário Oficial nesta sexta-feira. Outros assessores suspeitos Azevedo não foi o único funcionário lotado no gabinete de Val Ceasa que o MPRJ identificou vínculos com o TCP. De acordo com o órgão, entre os assessores do deputado também estava Josimar Carvalho Gabry, irmão de um integrante da facção que está preso. Waldir Pereira Gabry Filho encontra-se custodiado na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho, destinada a integrantes do TCP. Ele foi denunciado por integrar organização criminosa e por lavagem de dinheiro em benefício da facção. Além deles, outros cinco integrantes do gabinete foram identificados pelo MPRJ como pessoas com antecedentes criminais ou com parentes que possuem anotações criminais. Operação por ligação com o TCP Val e o ex-vereador Ulisses Marins são apontados como suspeitos de atuar para impedir a demolição de um resort de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefes da facção, em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. Na casa do deputado Val Ceasa foram apreendidos aproximadamente R$ 320 mil em dinheiro em espécie, segundo a Polícia Civil. Além disso, os agentes recolheram os celulares dos três alvos da operação: Val, Ulisses e Michael. A investigação foi aberta pela Procuradoria-Geral de Justiça após surgirem indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas. No documento em que pediu a busca e apreensão dos alvos da operação desta quinta-feira, o procurador-geral de Justiça Antonio José Campos Moreira afirmou que, assim como o caso do então deputado TH Joias revelou a infiltração da facção criminosa Comando Vermelho na Alerj, a investigação sobre Val Ceasa e Ulisses Marins está a “desvendar” que o Terceiro Comando Puro também “se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”. Em nota, a Alerj afirma que "acompanha a operação" realizada pelo MPRJ, reiterando que "atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense". A Casa legislativa "reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações".
Val Ceasa: ex-assessor do deputado foi indiciado pela polícia em caso de homicídio encomendado por Coronel, chefe do TCP
MPRJ identificou outros seis integrantes do gabinete com antecedentes criminais ou com parentes com anotações












