Michael Johnny Vianna de Azevedo foi assessor parlamentar do deputado estadual Val Ceasa; já Suelen Silva dos Reis, a Suelen Bacana, é suplente na Câmara de Vereadores do Rio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Suelen Silva dos Reis e Michael Johnny Vianna de Azevedo — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 12:35 Operação do MP mira deputado e ex-vereador por ligação com TCP no Rio Em operação do Ministério Público do Rio, mandados de busca miram o deputado Val Ceasa e o ex-vereador Ulisses Marins por ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). Michael Johnny Vianna e Suelen Bacana, ligados à Rioluz, foram presos por posse de arma. A prefeitura anunciou exoneração de Michael. A investigação revela infiltração do TCP na Alerj, com buscas resultando em apreensão de R$ 320 mil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação do Ministério Público estadual do Rio nesta quinta-feira teve como alvos de mandados de busca e apreensão três pessoas: o deputado estadual Val Ceasa (PRD), o ex-vereador Ulisses Marins e o ex-assessor parlamentar do deputado, Michael Johnny Vianna de Azevedo. Este último acabou preso em flagrante junto à atual companheira, Suelen Silva dos Reis, a Suelen Bacana, por posse de arma de fogo. O casal é nomeado na Rioluz. Armas apreendidas durante a operação do MPRJ — Foto: Divulgação / MPRJ O casal é nomeado atualmente na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz). Michael Johnny — que chegou a ser assessor parlamentar de Val Ceasa entre fevereiro de 2024 e janeiro do ano passado — atua na fiscalização da iluminação pública na Zona Norte. Admitido em fevereiro do ano passado — com salário líquido é de R$ 3,4 mil — "nada que vetasse a sua nomeação foi encontrado pela Secretaria de Integridade" na ocasião, informa a prefeitura do Rio, que irá publicar sua exoneração no Diário Oficial desta sexta-feira. Já Suelen, viúva do ex-vereador Zico Bacana — assassinado a tiros em 2023 — foi nomeada na Rioluz em janeiro do ano passado. Segundo a investigação, ela mantém atuação política alinhada a Val Ceasa e é comissionada na Rioluz. Sua remuneração mensal líquida é de R$ 4.577,39 (em alguns meses também recebeu um suplemento de R$ 6 mil). Até a última atualização desta reportagem, não há informações se ela será mantida no cargo. Após a morte de Zico Bacana, Suelen concorreu pela primeira vez a vereadora no ano seguinte, pelo PRD, e acabou como suplente. Operação por ligação com o TCP Val e Ulisses são apontados como suspeitos de atuar para impedir a demolição de um resort de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefes da facção, em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. A operação desta quinta-feira cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. Na casa do deputado Val Ceasa foram apreendidos aproximadamente R$ 320 mil em dinheiro em espécie, segundo a Polícia Civil. Além disso, os agentes recolheram os celulares dos três alvos da operação. Investigação cita que TCP também se 'entranhou nas vísceras da Alerj' A investigação foi aberta pela Procuradoria-Geral de Justiça após surgirem indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas. No documento em que pediu a busca e apreensão dos alvos da operação desta quinta-feira, o procurador-geral de Justiça Antonio José Campos Moreira afirmou que, assim como o caso do então deputado TH Joias revelou a infiltração da facção criminosa Comando Vermelho na Alerj, a investigação sobre Val Ceasa e Ulisses Marins está a “desvendar” que o Terceiro Comando Puro também “se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos no gabinete de Val Ceasa, na Alerj. Há equipes também na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo. As diligências são realizadas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), do MPRJ, e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro, da Polícia Civil. Em nota, a Alerj afirma que "acompanha a operação" realizada pelo MPRJ, reiterando que "atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense". A Casa legislativa "reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações".