Ministério Público e Polícia Civil suspeitam da participação de agentes públicos para beneficiar TCP Presos em flagrante na operação que apura envolvimento de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP), o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo e a atual companheira dele, Suelen Silva dos Reis, foram nomeados na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz) no ano passado. Michael de Azevedo é ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa (PRD), principal alvo da operação do Ministério Público do Estado (MPRJ) e da Polícia Civil que investiga a ligação de agentes públicos com o TCP. Ele foi alvo de mandado e busca e apreensão, mas acabou preso junto com Suelen por porte ilegal de arma de fogo, informou o MP. Apesar de não ser alvo da ação, Suelen dos Reis, conhecida como Suelen Bacana, é citada na investigação por ser viúva do ex-vereador Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, morto a tiros em 2023. Após a morte de Zico, ela concorreu pela primeira vez a vereadora, pelo PRD, e acabou como suplente. O PRD também emplacou Raphael Thompson na presidência da Rioluz, no início do quarto mandato do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Thompson foi candidato a vereador pelo partido em 2024, mas não conseguiu se eleger. Ele foi exonerado da empresa pública de luz após revelações de que a cobertura onde reside o ex-governador Cláudio Castro (PL) pertence ao irmão dele, o advogado Mauro Farias. A prefeitura do Rio informou que Suelen dos Reis foi exonerada em 1º de junho. Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de amanhã do Diário Oficial. Segundo o município, o servidor foi nomeado em 4 de fevereiro de 2025 e, na ocasião, a secretaria de integridade não encontrou elementos para vetar a nomeação dele. Nomeação barrada Outro alvo de busca e apreensão, o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins teve a nomeação para um cargo na prefeitura do Rio barrada. Suplente de vereador por dois mandatos, Marins não se elegeu nas eleições de 2024. Um ano depois, em novembro de 2025, ele foi indicado para um posto no município, mas teve a nomeação anulada uma semana depois após análise e reprovação pela secretaria de integridade, informou a prefeitura. De acordo com as investigações, Ulisses e deputado Val Ceasa teriam tentado interferir nas operações para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP em comunidades do Rio. Um deles ficou conhecido como o ‘resort’ do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefes da facção. O deputado negou ter atuado para impedir a operação e afirmou ser alvo de perseguição política. Os demais citados não foram localizados. Pelas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes afirmou que a operação desta quinta-feira teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado. Servidor da Rioluz faz manutenção em fiação elétrica, na capital do Rio de Janeiro — Foto: Divulgação/Rioluz
Presos em ação que investiga elo com facção criminosa tinham cargo na Rioluz
Ministério Público e Polícia Civil suspeitam da participação de agentes públicos para beneficiar TCP












