O desgaste político de o Brasil ter um pedido de extradição de Eduardo Bolsonaro negado pelos Estados Unidos gera preocupação dentro do governo brasileiro e do STF (Supremo Tribunal Federal), na esteira da negativa da Justiça da Itália de extraditar a ex-deputada Carla Zambelli.

Eduardo foi condenado pelo STF na terça-feira (16) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos, que resultou em sanções contra ministros do Supremo durante o julgamento da trama golpista. O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

A avaliação no governo e no STF, semelhante à de advogados ouvidos pela Folha, é que seriam mínimas as chances de o governo Donald Trump aceitar o pedido de extradição de Eduardo.

No trâmite normal de um processo de extradição ativa, o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, enviaria um mandado de prisão e pedido de extradição ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Após confirmada pelo departamento a admissibilidade do pedido de extradição, o documento seria enviado ao Itamaraty ou ao governo americano.